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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Fragmentos

Sou um amaldiçoado por Morfeu: condenado a sonhar acordado, eternamente ...


***

O Amor é a maior prova de que o tempo não existe.


***

Numa estalagem no centro do burgo, ouvi alguém regurgitar:

"Amor? Não, não... Só o corpo já nos basta!".

Lembro agora, mais uma vez, que, desde muito, o populacho abarca a idéia do romântico estar com os dias contados.

E lamento, sem lágrimas, por essa turba desesperançosa: pela frieza que suporta em seu coração e pelo futuro solitário que a aguarda...


***

Os únicos a ouvirem o revérbero das batidas deste meu coração apaixonado são os rochedos que brotam das escarpas e os grãos de areia de quartzo, no deserto que se estende imenso ao meu redor.


***

E me olho no espelho e sei quem sou porque minh’alma disse (címbalo que me desperta).

E me apercebo escrevendo na presença da melancolia, para acordar abraçado com a madrugada, molhado de sereno...

2 vozes:

Sheila disse...

"Amor? Não, não... Só o corpo já nos basta!".

Tenho tanto medo de chegar a crer nisso, de ser mais uma na "turba desesperançosa"!

Mas... confiemos, né? rsrs

Servo da Gleba disse...

Pois é, Sheila...

Confio em você (e tenho mais de mil palavras suas que me dão respaldo quanto a isto). ;D

Beijão na bochecha!

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