rss
email
twitter
facebook

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Carta aos Navegantes


Eu estava querendo mudar, há um bom tempo, a cara deste blog. 

Letras brancas em fundo preto que costumam cansar a vista, a falta daquele link "postagens mais antigas" o que reduzia a navegabilidade do blog e me impedia de colocar  marcadores, sem contar com outras limitações fruto de erros que cometi ao insistir na "criação" de um layout personalizado sobre uma plataforma mais antiga... 

Parte da demora, na verdade, deu-se porque pretendia fazer algo mais pessoal, não sofisticado. Gosto de blogs com uma face minimalista. Mas a falta de tempo e uma preguicinha básica, para mexer no HTML, foram convencendo-me de deixar tudo naquele status quo virtual...  

Não gosto de penduricalhos. Quanto menos enfeite, para mim, melhor. Há quem goste de um blog mais "tunado"... Tudo bem, faça a sua arte. Eu, porém, dou mais valor: (1º) ao conteúdo e (2º) à funcionalidade. 

Aproveito a oportunidade  para agradecer muito aos navegantes que por aqui aportam, pois souberam tirar por menos, com muita paciência, as limitações que se encontravam neste espaço.

Um abraço a todos!


P.s: em breve os "marcadores" serão hasteados!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

In a Persian Market




Gosto de músicas que nos contam, sem palavras, as histórias, ou que nos permitem criar as nossas próprias histórias, ainda que, tão somente, pelas linhas infinitas da imaginação... 


domingo, 21 de julho de 2013

Quiromancia


Nossas mãos entrelaçadas me envolveram numa satisfação quase orgástica quando vi a tua face, lentamente, ser modelada por sereno contentamento.

Permiti que a ponta de meu polegar realizasse suaves contornos na palma de tua mão, enquanto eu sentia teus dedos perderem força, resistência, despencando numa aceitação incondicional.

Ah, eu te queria mais... Queria ver até onde poderia voar... Ansiava descobrir que segredo maior conseguiria garimpar sob a luminosidade vermelha de teus lábios úmidos entreabertos, sedentos por um beijo cujo calor faria escorrer em teu íntimo minha paixão.

"Não... Agora, não!"__ pensei, contendo, com dificuldade, a avidez. 

Se te beijasse, neste momento preciso, nunca revelarias quanta satisfação mais eu poderia dar a tua alma. Tudo terminaria tão rápido... No amor, os segundos e os minutos devem ser escravizados para que as horas se tornem amigas do desejo...

Era a vez da tua mão, não da tua boca e, na palma da tua mão, compus versos que seriam cantados por nós dois juntos, no leito, um pouco mais tarde, em meio a um labirinto sem saída de lençóis brancos... 

Ainda eram esboços invisíveis que a imaginação dava forma, coloridos com teu sorriso meigo, ao mesmo tempo em que teus olhos, num sonho de prazer desarmado, iam dizendo tudo aquilo que eu precisava saber de ti... 


sexta-feira, 19 de julho de 2013

É Isso Aí





Vida que segue... sempre com alguma canção no coração...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

O 13º Trabalho de Hércules


Arrumar o meu quarto...

Shu Bop





Na música: Shu Bop (The Lost Track), by Dion.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma rapidinha...


Sereno, 
Outra vez, 
Enfim...
Uma trégua,
Um alívio! 
Em mim...
Sossegado,
Porém, 
Calado,
Jamais!
Não sou gado,
Cercado,
 Ruminando,
No pasto,
Rasteiro, 
Capim!


terça-feira, 16 de julho de 2013

Mistura Homogênea


Considero, no meu ato de escrever, a palavra e o sentimento como sendo uma única realidade: feito aroma de café com leite.

Entrego ao meu coração o ofício, por vezes ingrato, de arrumar as minhas frases (sejam estas verdadeiras ou não). 

O certo é que, mesclado aos textos, há um lastro subjetivo; um sentir que dá respaldo às idéias e nunca me deixa andando sozinho por entre os pensamentos quando saio à procura de inspiração...


Filhas Adotivas


Os livros me revelam: 

"Nossas letras, nossas palavras, nossas frases são fugitivas e apenas permitiram que tu levaste cada uma delas para tua casa porque acalentaram a esperança de encontrar, dentro de ti, um novo e aconchegante lar".

terça-feira, 9 de julho de 2013

Conto Zen*





Hui Tzu caminhava com Chuang Tzu pela beira do rio, e Chuang comentou: “Veja como os peixes estão alegres no riacho!”.

“Um momento”, disse Hui Tzu. “Já que você não é um peixe, como sabe que eles estão alegres?”

“E já que você não sou eu, como sabe que eu não sei que os peixes estão alegres?”, disse Chuang Tzu.

Hui contra-atacou: “Se eu, não sendo você, não posso saber o que você sabe, imagine você – que não é peixe, saber o que eles sabem!”.

“Deixemos de discussões inúteis”, replicou Chuang Tzu. “Voltemos à pergunta original: como eu sei que os peixes são felizes?”

“Exato”, disse Hui.

“Porque me fazem feliz”, concluiu Chuang. “A felicidade contagia”. 

_________________


Na música: "Tales From the Heart of Chuang Tzu", by Oliver Shanti & Friends. Na imagem: ukyo-e by Tsukioka Yoshitoshi

*Nota: o conto acima não é de minha autoria.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Escaldadura


De repente, inevitável,
O tempo me mergulha,
Em água pura, cristalina,
Num imenso caldeirão,
E, impaciente, ateia o fogo,
À lenha dos meus sentidos,
À crença que me faz ser.

Ferve todo esse império,
De inverdades sobre mim,
Falsa imagem que fenece,
Semelhante à pele do corpo,
Fantasia folgada, resiliente,
Rasgada no calor intranqüilo,
Perante ruidosa ebulição...

Cozinhando a alma nua,
Etérea, luminosa carne crua,
Nesse vagaroso banho quente,
Desfigura, a escaldadura,
Meu mundo mudo, dilatado,
Por entre vapores sinuosos,
A minha volta, embaçado...


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Caxangá




"Luto para viver, vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem
Eu vivo de brigar contra o rei"


domingo, 30 de junho de 2013

Barracão de Zinco




E saibam que um encontro desses ocorreu...


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Em vão...


"Em vão, centenas de milhares de homens, amontoados num pequeno espaço, se esforçavam por desfigurar a terra em que viviam. Em vão, a cobriam de pedras para que nada pudesse germinar; em vão arrancavam as ervas tenras que pugnavam por irromper; em vão impregnavam o ar de fumaça; em vão escorraçavam os animais e os pássaros - Em vão... porque até na cidade, a primavera é primavera."

Tolstói

domingo, 23 de junho de 2013

Especialistas


"Quem se especializa na identificação do mal, dificilmente verá o bem."

André Luiz

terça-feira, 18 de junho de 2013

Recife...


...está chegando a sua vez...

domingo, 16 de junho de 2013

Eita que voz arretada!




"Voce mudou e eu também, tô aqui só pra saber que existe saudade, ainda bem..."


sábado, 15 de junho de 2013

Enquanto Não Compreendermos...

"(...)

O Amigo Felinto, que me acompanhava as reflexões, veio-me em auxílio, fazendo algumas anotações.

"__A violência, na Terra __acrescentou__, na atualidade, além dos fatores econômicos, sociológicos e psicológicos muito conhecidos e debatidos, também tem gênese, na indiferença dos que possuem, em relação àqueles que precisam.

A ostentação campeia, absurda, ferindo a miséria que, revoltada, se arma de agressividade para tomar; o desperdício cresce, chocante, humilhando a escassez, que se levanta para arrebatar; o luxo excessivo transita, indiferente, produzindo cólera na necessidade, que investe, odienta para aniquilar...

Enquanto os homens não compreenderem que os recursos são oportunidades de cooperação e o poder é investimento para a justiça e o equilíbrio entre as criaturas, essas guerras, urbana e doméstica, devastadoras, prosseguirão fazendo incalculável número de vítimas, que as estatísticas não poderão registrar."

(...)"

_____________________________

Excerto extraído da obra "Loucura e Obsessão", ditada pelo espírito Manoel P. de Miranda (psicografia de Divaldo P. Franco). 8 ª ed, FEB. 
    

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando o Amor Chora





O Amor, 
Tão leve, sobe,
Paira sobre nós
Feito nuvem, 
- A mais alva -
E olha para baixo,
Ao ouvir o grito 
De cada dor,
 Nos dias cinzentos
 Em que até o Sol

Se esconde, covarde,
Mas, há quem diga,
O Amor,
Nessas horas, 
Faz chover...
Todavia, 
Minh'alma revela: 
"São lágrimas..."
...
_____________________

Na música: "Rainy Mood" by Daniel Wisenhoff (with rain sound).

sábado, 1 de junho de 2013

Venha dançar comigo...




"J'avais dessiné sur le sable
Son doux visage qui me souriait
Puis il a plu sur cette plage
Dans cet orage, elle a disparu"