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sábado, 3 de setembro de 2011

Por Onde Ando?


Fui obrigado a ser um "gaijin" em minha própria terra; um "estranho estrangeiro".

(Existe alguém, nesta província, que fale minha língua?)

Eles me fazem estar neste mundo sem pisar nele...

Não me lembro mais da maciez da grama, nem da dureza do chão.

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Na imagem: xilogravura de Katsushika Hokusai, intitulada "A boy in front of Fujiama".

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Parando o Tempo




Eu precisava terminar meu dia ouvindo isso...


(Na música: Clair de Lune, by Claude Debussy)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Instinto Sagrado

Eu, a fome e um naco de pão.

O pão que sustenta cristão.

Mas não sou cristão.

Não "sou" de qualquer religião.

Ser cristão é pouco.

Ser apenas quem sou é muito.

Mas ser um ou outro já é um bom começo.

Bom mesmo é estar entre os dois.

No meio do nada, longe de tudo, trilhando o amarelo.

Como esse simples naco de pão.

Deixando de ser o que é entre meus dentes.

Saciando minha fome.

Sacrifício

No amor,
O que acontece
É uma loucura honesta
- sempre tão honesta -
Que alguém chega a cortar
Na carne da própria alma
Para dar de comer ao outro...

sábado, 13 de agosto de 2011

Alegria Verdadeira

"Buscar a alegria, ignorando sua causa, é compreender erroneamente a verdade. Quando a alegria (ou ganho) se torna um fim em si, procuramos o prazer pelo prazer (ou lucros e bens como finalidades), assim gerando todas as condições que trazem sofrimento na vida. A verdadeira alegria nos relacionamentos íntimos surge da harmonia entre os 'eus essenciais' das pessoas. Uma comunhão de espíritos é o resultado natural da sinceridade, verdade e dedicação desinteressada ao que é bom e grandioso. Quando a alegria experimentada se torna algo que nos empenhamos em manter, passa a ser uma finalidade em si mesma e não a feliz conseqüência de termos seguido o bem. Perseguindo a alegria, experimentamos apenas o descontentamento de lutar por ela; então, a inveja e a poessessividade ganham corpo, obscurecendo o resto."

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(Carol K. Anthony, em O Guia do I Ching - Ed. Nova Fronteira )

Assim é Mais Fácil Ser Feliz

Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. Por conta disso, o grande Mestre convocou todos os discípulos para descobrir quem seria a nova sentinela.
O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

"Assumirá o posto de monge quem conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar".

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. Disse apenas: 

"Aqui está o problema!"

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e... ZAPT!... Destruiu tudo, com um só golpe! Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

"Você é o novo guardião".

Não importa que o problema seja lindíssimo. Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido. Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço - um lugar indispensável para criar a vida.

Os orientais dizem: "Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro derramar o chá para, então, beber o vinho." Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho. Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente.

Vai ficar mais fácil ser feliz.
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Nota: o texto não é de minha autoria, tão pouco conheço o(s) autor(es).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Algumas Razões Para Te Amar

Desde que revelei o que sinto, você nunca jogou comigo, nunca me ridicularizou.

Nunca me fez ciúmes ou mentiu para mim.

Nunca tirou proveito da situação para alimentar seu ego.

Preferiu a sabedoria do silêncio ou desconversou para não me magoar.

Muitas vezes, fui orgulhoso e fiz mau juízo, por pensar que era como as outras, quando na verdade o que havia entre nós era o medo... Sei que você possui experiência para entender que não se brinca com o amor, porque já sofreu por amor.

É verdade... Estamos crescendo, amadurecendo, transformando o amor em algo mais doce, mais nobre, menos infantil, menos egocêntrico.

Você nem imagina, mas me ensinou muitas coisas; apontou-me muitos caminhos; mostrou-me muitos sonhos.

E quando li suas palavras, pela primeira vez, há dois anos, nas linhas que deixava para trás, algo me disse que seria assim.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Meu Desejo


"Quiero hacer contigo lo que la primavera hace con los cerezos."

- Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras. -

(Pablo Neruda)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Brilho Sob a Chuva (2)

Tentando afugentar o tédio que me assola, nesta tarde morna recifense, resolvi catar pela internet algumas cifras para violão. Soltar o verbo na garganta, numa cantoria, é "tudo de bão"...

Mexi num canto, cliquei noutro e esbarrei com uma música de Raul Seixas, muito gostosa de ouvir. O curioso é que ela tem tudo a ver com um texto que postei alguns dias atrás... Fiquei surpreso com a letra, uma boa "coincidência" daquelas...




Chuva Amiga - Raul Seixas

Sei que vai chover,
Mas eu não ligo quando estou com você.
Deixa chover,
Esqueça a capa e o guarda-chuva porque
Nosso amor já é um abrigo, eu sei,
Por que proteção?
Vamos sair e curtir.
Já vai chover.

Vem, deixa chover
Deixa molhar o seu cabelo com o meu.
Quando chover,
Não tenha medo de ir lá fora porque
Hoje as ruas só pertencem a nós e a mais ninguém.
Deixa molhar os seus pés,
Já vai chover.

Os pingos d'água eu vou guardar no meu corpo.
Nós dois andando sob a chuva amiga.
Quantas janelas vão fechar eu não sei
Nem importa...

Vem, já vai chover
Que tal molhar o seu cabelo com o meu?
Quando chover,
Não tenha medo de ir lá fora porque
Hoje as ruas só pertencem a nós e a mais ninguém.
Deixa molhar os seus pés.

Já vai chover.

sábado, 23 de julho de 2011

Amor Sem Grilhões

"Independência interior significa precisamente isso: não depender emocionalmente de ninguém. Tornamo-nos dependentes dos outros ao dizermos a eles: "Escute, eu me dei a você. Portanto, minha felicidade e amor próprio dependem de você e de como você me considerar. Eu pertenço a você." Isto, naturalmente, é o trabalho de nossa auto-imagem/ego, que não pode existir a menos que se veja refletida nos olhos dos outros. Ela (auto-imagem) fará qualquer tipo de barganha, na esperança de ser confirmada. Se permitrmos que tal coisa aconteça conosco, devemos tomar de volta o que quer que tenhamos dado. Não temos o direito de nos dar a alguém e, embora isso possa lisonjear a outra pessoa, ela talvez nos despreze por este motivo, já que não quer tal reponsabilidade. Quando essa outra pessoa ficar cansada da lisonja ou da conveniência de nossa servidão, irá nos abandonar. O único relacionamento correto que podemos ter com mais alguém é aquele em que duas pessoas seguem, independentemente, o caminho da verdade e do bem."

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(Carol K. Anthony, em O Guia do I Ching - Ed. Nova Fronteira )

sábado, 16 de julho de 2011

Chorando


Acordei hoje com alma de vitrola e uma música tocando sem parar na minha cabeça. Ouvi-la em meu sonho, deixou em mim um eco de saudade, uma vontade de abraçar alguém... Desde que saí da cama, fiquei cantando a letra...

Engraçado como essas melodias costumam girar a nossa volta, e entrar e sair dos pensamentos o dia todo.

A canção, por demais conhecida, é um dos momentos mais belos da música popular brasileira. Nela, Pixinguinha e João de Barro conseguiram expressar a paixão de alguém por outrem com uma delicadeza genial, ímpar. A composição exala um romantismo singelo, puro, ao mesmo tempo intenso, cálido, sôfrego.

Numa busca pela internet, encontrei esta versão, na voz de Marisa Monte, acompanhada por Paulinho da Viola:



Recordando o sonho, lembro-me de estar tocando essa música no violão, junto com alguns amigos. Lembro-me também que estávamos aqui, bem em frente ao lugar onde moro, sentados no meio-fio da calçada. Parecia um sarau em plena madrugada. Eu executava um solo em ritmo de choro, feito um virtuose. Como se o sentido de minha vida tivesse esperado por este único instante para se revelar...

Despertei e quis voltar para o sonho e não consegui... Uma pena! Tudo aconteceu muito rápido. Mas o tempo foi suficiente para a música criar suas raízes dentro de mim.

Por enquanto, os meus olhos sorridentes apenas "vão te seguindo" e canto essa melodia na incerteza de não saber por que, nos mistérios do coração, ele "bate feliz quando te vê". Não sei se posso seguir o meu coração, mais uma vez aberto, logo agora que cicatrizava...

domingo, 10 de julho de 2011

Brilho Sob a Chuva



Quando a chuva finalmente aparece, e você não foge com a multidão em busca de abrigo, acaba andando sozinho no meio da rua.

É sempre assim. Nesses momentos, uma alegria melancólica aperta o meu peito e permaneço com todas as lágrimas alaranjadas no final da tarde. Nunca é completa uma alegria dividida apenas consigo mesmo.

Depois, as ruas se enchem mais uma vez de gente e a multidão seca me vê como um tolo de roupas encharcadas. Esses de roupa seca fogem de mim como fogem da chuva. Fogem de si mesmos, na verdade.

Com a chuva, a Natureza vai resgatando a minha inocência perdida... Para ela, sou terra molhada, porosa. Cada gota d’água que escorre na pele e se infiltra em meu corpo reflete a luz do Sol.

Nessa tarde, eu tive a chuva, sozinho. Mas não a quero apenas em mim. Há chuva para quem quiser. Basta que fiquemos esperando por ela, a passos lentos, bem no meio da rua.

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Na imagem: óleo sobre tela de Leonid Afremov.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eles Não Sabem

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.


(Pedra Filosofal - Antônio Gedeão)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solióquio (2)

No individuo adulto, que esteja com a posse plena de suas faculdades mentais, o exercício do livre-arbítrio é o ato supremo da solidão.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Mais Forte

Um índio cherokee falou a seu neto sobre uma batalha que se desenrolava dentro de si:

"Meu filho", disse ele, a vida é vivida entre dois lobos. Um é cheio de ira, inveja, dor, autopiedade, inferioridade e superioridade. O outro é pleno de alegria, paz, esperança, humildade, bondade e fé."

O neto perguntou ao avô: "Qual lobo vence?"

O velho simplesmente respondeu: "O que eu alimento."


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(Corpo em Equilíbrio, Nancy Mellon, Ed. Cultrix)


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Essa Voz que Clama Dentro de Mim


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No vídeo: Mark Knopfler, a frente do Dire Straits, e Eric Clapton, in Mandela Live 1988.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Com a palavra, o Professor...



"(...) quando duas pessoas estão unidas no íntimo de seus corações
podem romper até mesmo a resistência do ferro e do bronze.

E quando duas pessoas se compreendem plenamente no íntimo de seus corações, suas palavras tornam-se doces e fortes como a fragrância das orquídeas".


(Confúcio 551 a.C - 479 a.C.)

Sessenta e Quatro Casas

__Não desembainhai vossas espadas! Abandonai vossas lanças e machados!__ proclamou o rei, a plenos pulmões, aos seus homens, no campo de batalha.

Todos se entreolharam surpresos e um ruidoso murmúrio percorreu as fileiras. Tinham escutado bem? Abandonar as armas, bem ali, diante do inimigo? O que tinha em mente, agora, aquele soberano, tão beligerante em suas decisões? Na véspera da batalha, havia rejeitado com veemência a trégua...

O medo e a confusão assaltaram a tropa. Em vão, os comandantes tentavam acalmar os ânimos mais exaltados. O líder muito amado parecia deixar seus guerreiros entregues a própria sorte...

__Rendição?! __inquietou-se um espadachim.

__O rei enlouqueceu?! __gesticulou o porta-estandarte.

__Ele nos abandonou! __odiou o piqueiro.

__Isso é covardia!!! __esbravejou um cavaleiro.

__Herege!!! __condenou o bispo.

__Senhor! O inimigo não terá compaixão! __engoliu seco um arqueiro.

__E nossas terras, esposas e filhos?! __implorou o escaramuçador.

__Que morra sozinho! __escarneceu um pagem.

Enquanto se levantavam cada vez mais raivosos, os protestos, uma sentinela sinalizava no alto de uma torre, a rápida aproximação do exército inimigo em grande formação cerrada...

A rainha, antes de partir, comovida, agarrou o braço de seu marido. Quisera saber o porquê daquela decisão. Por que arriscar tanto, a vida de tantos? E a própria vida? Não se importava mais com ela? Não amava mais a sua mulher?

O monarca endereçou à esposa um olhar de compaixão. Tocou no rosto da amada e sorriu com tristeza. Não se despediu. Afastou-se dalí, montado em seu cavalo que fora posto em marcha à frente de seus vassalos.

Com destemor, encarou o adversário. Ergueu sua espada reluzente e arremessou-a para longe.

__Quem me segue!?__ perguntou aos seus, com altivez.

Um silêncio sepulcral fora ouvido.

__Quem me segue?! __ e mais uma vez a pergunta não encontrou o que procurava.

E, no meio da tropa, houve quem erguesse voz ousada e atrevida, mais alta que as outras...

__Dane-se o rei! Carga total! __ era um de seus generais, montado em alvoroçado corcel negro. __ Avançar!!! Avançar!!!

A cavalaria pesada lançou-se delirante em direção ao flanco esquerdo da força oponente. O chão estremeceu sob os cascos. Cavaleiro e cavalo como única besta, num galope infernal...

A infantaria, por sua vez, contagiada pela euforia do general traidor, brandiu as armas, ensandecida. __A vitória ou a morte!!! __urraram em uníssono. Os clarins estridentes e os tambores de guerra soaram em ritmo acelerado.

A massa, antes compacta, após o choque frontal das armas, quebrou a formação. Todos ficaram mortalmente expostos ao ataque inimigo. Uma luta acirrada, desesperada, espalhou-se pelo campo. Impotente, o rei viu a carnificina recair por sobre seus homens apavorados. Quiseram recuar, mas era tarde...

__Xeque-mate! __vibrou Cicinho, meu amigo.

__Hum?

__Há! Xeque-mate! Olha aí, rapaz! Num tem saída!

__É... pelo visto, fechasse legal...

__O lance foi o teu cavalo. Movesse pra casa errada...

__Foi sim... Vacilo meu... __lamentei.

__Vamo outra que essa foi rápida.

__Tô afim não.

__Iiihhh... Que morgação é essa, meu velho... Ainda tás com aquela história na cabeça? Já disse, calma... deixa pra lá... curte o momento... Guardar raiva adoece a gente. Não é isso que você vive me dizendo?

__É... Mas, falar é fácil. Ficar calmo e aceitar são outros quinhentos... Certo?

__Relax my friend... Te convidei pra vir aqui em casa, pra esparecer a cuca... Toma teu refri sossegado e vamos fazer um brinde à...

__Paz? __arrisquei na resposta, um tanto irônico.

__Boa! __aplaudiu Cicinho. __Brindemos à paz em nós, porque este mundo tá muito louco. Que o bicho-homem possa deixar as guerras restritas apenas aos tabuleiros de xadrez!

__"Tin-tin", então...

Depois do brinde, derrubei o meu rei de cedro, no tabuleiro...

domingo, 15 de maio de 2011

Não-Ação

No início da noite, Satoru e seu discípulo meditavam num aposento livre de imagens. Próxima aos dois, uma vela iluminava o local, modestamente, em frágil pires de porcelana.

A certa altura do exercício, o aluno, algo assustado, falou:

__Mestre... as nossas sombras... projetadas nas paredes deste recinto... são tão grandes...

Satoru notou que a respiração do aprendiz fazia com que a pequenina chama trepidasse quase ao ponto de apagá-la. Nesse mesmo instante,
interrompeu as palavras do pupilo e, finalizando a meditação, disse:

__Vamo-nos daqui, agora, e deixemos o local entregue à luz dessa vela para que, em paz, cumpra a sua tarefa de iluminar, sem a nossa inconveniente presença...

As sombras desapareceram.


domingo, 8 de maio de 2011

Destaque

Leiam excelente matéria postada no Depósito do Calvin em que Bill Watterson revela o porquê do não licenciamento de suas criações "Calvin & Haroldo".

(Dá-lhe, Bill! É assim que se faz!)