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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Escaldadura


De repente, inevitável,
O tempo me mergulha,
Em água pura, cristalina,
Num imenso caldeirão,
E, impaciente, ateia o fogo,
À lenha dos meus sentidos,
À crença que me faz ser.

Ferve todo esse império,
De inverdades sobre mim,
Falsa imagem que fenece,
Semelhante à pele do corpo,
Fantasia folgada, resiliente,
Rasgada no calor intranqüilo,
Perante ruidosa ebulição...

Cozinhando a alma nua,
Etérea, luminosa carne crua,
Nesse vagaroso banho quente,
Desfigura, a escaldadura,
Meu mundo mudo, dilatado,
Por entre vapores sinuosos,
A minha volta, embaçado...


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Caxangá




"Luto para viver, vivo para morrer
Enquanto minha morte não vem
Eu vivo de brigar contra o rei"


domingo, 30 de junho de 2013

Barracão de Zinco




E saibam que um encontro desses ocorreu...


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Em vão...


"Em vão, centenas de milhares de homens, amontoados num pequeno espaço, se esforçavam por desfigurar a terra em que viviam. Em vão, a cobriam de pedras para que nada pudesse germinar; em vão arrancavam as ervas tenras que pugnavam por irromper; em vão impregnavam o ar de fumaça; em vão escorraçavam os animais e os pássaros - Em vão... porque até na cidade, a primavera é primavera."

Tolstói

domingo, 23 de junho de 2013

Especialistas


"Quem se especializa na identificação do mal, dificilmente verá o bem."

André Luiz

terça-feira, 18 de junho de 2013

Recife...


...está chegando a sua vez...

domingo, 16 de junho de 2013

Eita que voz arretada!




"Voce mudou e eu também, tô aqui só pra saber que existe saudade, ainda bem..."


sábado, 15 de junho de 2013

Enquanto Não Compreendermos...

"(...)

O Amigo Felinto, que me acompanhava as reflexões, veio-me em auxílio, fazendo algumas anotações.

"__A violência, na Terra __acrescentou__, na atualidade, além dos fatores econômicos, sociológicos e psicológicos muito conhecidos e debatidos, também tem gênese, na indiferença dos que possuem, em relação àqueles que precisam.

A ostentação campeia, absurda, ferindo a miséria que, revoltada, se arma de agressividade para tomar; o desperdício cresce, chocante, humilhando a escassez, que se levanta para arrebatar; o luxo excessivo transita, indiferente, produzindo cólera na necessidade, que investe, odienta para aniquilar...

Enquanto os homens não compreenderem que os recursos são oportunidades de cooperação e o poder é investimento para a justiça e o equilíbrio entre as criaturas, essas guerras, urbana e doméstica, devastadoras, prosseguirão fazendo incalculável número de vítimas, que as estatísticas não poderão registrar."

(...)"

_____________________________

Excerto extraído da obra "Loucura e Obsessão", ditada pelo espírito Manoel P. de Miranda (psicografia de Divaldo P. Franco). 8 ª ed, FEB. 
    

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando o Amor Chora





O Amor, 
Tão leve, sobe,
Paira sobre nós
Feito nuvem, 
- A mais alva -
E olha para baixo,
Ao ouvir o grito 
De cada dor,
 Nos dias cinzentos
 Em que até o Sol

Se esconde, covarde,
Mas, há quem diga,
O Amor,
Nessas horas, 
Faz chover...
Todavia, 
Minh'alma revela: 
"São lágrimas..."
...
_____________________

Na música: "Rainy Mood" by Daniel Wisenhoff (with rain sound).

sábado, 1 de junho de 2013

Venha dançar comigo...




"J'avais dessiné sur le sable
Son doux visage qui me souriait
Puis il a plu sur cette plage
Dans cet orage, elle a disparu"


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Arrebatando-me




Cálida, a tua boca sôfrega,
Num apetite por insana paixão,
Sorveu em meu fôlego moribundo,
As últimas gotas de minha razão...


__________

Na imagem: "Страсти в Желании" (Paixão no Desejo?),
by Shurganov Vladislav, em АРТПО.ru  

Verbos Acanhados


Para a timidez, a palavra escrita, muito interessa.

sábado, 18 de maio de 2013

Time


 



"The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say..."


______

Song by Pink Floyd

Janelas Abertas para a Noite


Nas fotos, o olhar dela, sem brilho, quase nunca acompanha o sorriso forçado que lhe serve de esconderijo.

É como se ela carregasse consigo algum segredo de mentira que acabou transformando-se num fardo insustentável.

Nos seus olhos, um ainda discreto desgosto incontido marca as primeiras fissuras da realidade sobre si mesma, que revela aos poucos sua tristeza, como o despontar das primeiras sombras da noite no crepúsculo de um sábado de outono. 

Vejo aquela menina deslocada no tempo e no espaço; uma verdadeira arte em preto e branco que a solidão desenhou, animou e fez mergulhar nas festas onde são fabricadas a ilusão e o esquecimento. 

A garota virou um fantoche das próprias mentiras que, certamente, conta todos os dias para seu reflexo cego no espelho. Todos os dias, sem parar, pensa que o tempo não passará, apoiada numa crença de incertezas regadas com álcool e banhadas no perfume doce e nauseante da vaidade.

Ela acredita, piamente, que é apenas a soma de seus próprios erros e, com um esforço imenso, busca a corrupção de si mesma até a fraude convencê-la de sua fantasia.

Sinto que essa menina foge para os braços do vazio que traz consigo; em direção a um vácuo existencial que lhe pune por meio de uma vontade insaciável, a maneira de quem bebe, em goles fartos, a água salgada do mar...

sábado, 11 de maio de 2013

Hoje...


...acordei assim...

domingo, 5 de maio de 2013

Fraqueza


Covarde é a solidão que, ante o estalo do látego da carência, escolhe maltratar a intimidade da criatura humana!

Bravo!




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Na música: Concerto em Ré Maior para Piano e Cordas,
Hob. XVIII:11: III. Rondo All'Ungarese. Allegro Assai
Composição de Joseph Haydn

Intérprete: Emanuel Ax (piano) e a Orquestra de Câmara Franz Liszt.

sábado, 4 de maio de 2013

Equívocos Existenciais


"O corpo é meu!".

Daí vem a morte e toma-o de nossas mãos...

A Paciência


Esmigalha o tempo e faz sumir todas as distâncias.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Com a Palavra, o Professor (2)




"Estudar, observar e imitar sem pensar significa o mesmo esforço que andar sem rumo. Tudo quanto verdadeiramente sabemos é justo saber que sabemos. Mas o que não sabemos, cumpre-nos saber que o não sabemos. Nisto reside a sabedoria."

Confúcio (551 a.C– 479 a.C)