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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A música me cura...



Final de manhã agradabilíssima aqui na capital e, agora, nada melhor do que apreciar um clássico da música erudita para elevar de vez o meu astral: a abertura da suíte HWV 351 - Music for the Royal Fireworks. 

A autoria dessa peça pertence a um gigante do período barroco, Georg Friederich Händel.

Ouçam esta obra prima!

A impressão que ela me passa é a de ser um poema musical cujos versos nos contam, em poucos minutos, a incrível epopeia da criatura humana sobre a face da Terra...

(O que seria de mim, se não existisse a música...) 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Raiz de nossos males


A ditadura do ego é a mãe de todas as ditaduras.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Abraço




Sentir a imortalidade,
 O fim dos espaços, 
 Transcender o cárcere da carne, 
Alcançando luminoso horizonte,
Quase sem volta,
Para ver mil sorrisos 
Refletidos nos pedaços,
Dos relógios silenciados,
Migalhas do tempo eterno,
Soltas pelos laços,
No acalento de um abraço...

__________________________

Música: Ad Astra, by Amethystium. Ilustração de Alex Grey.

domingo, 4 de novembro de 2012

Fechando as Cortinas


Tenho a vida como algo parecido a um hábil ferreiro.

Bigorna e martelo.

Fogo e água.

Na forja de uma alma mais desmaterializada que vai passo a passo tornando o amor como deve estar no ser: capaz de amar, sem desejar ser amada.

Ontem, a minha espera (uma longa espera), finalmente, acabou...

Ontem, ganhei respostas... Elas chegaram à maneira de chaves de ouro que arrebentaram pesados grilhões de dúvidas, incompreensões e indiferenças. Também trouxeram notas de tristeza para o olhar de minha noite e o canto melancólico de um coração vazio no peito da madrugada tão querida.

Sei que tudo tem sua razão de ser. Tudo é causa e efeito... Em breve, vou entender (sentir) melhor o gosto do bem que tudo isso me proporciona. Aceitar, faz-nos colocar, na boca de uma emoção infeliz as suas próprias partes escuras que devem ser por ela digeridas, ainda que muito amargas, mas saudáveis porque nos despertam numa autofagia redentora.

Sigo em frente, com as experiências que me são postas nas costas, fardo que o tempo deixa mais leve quando vai transformando o aprendizado em sabedoria.

Todas as dificuldades são boas porque trazem, cedo ou tarde, a harmonia dentro de nós; porque endireitam caminhos e curam feridas do passado, marcadas pelos desencontros comigo mesmo, e com os outros...

O tempo é amigo, sempre. 

Ainda que, muitas vezes, nele não acredite...


sábado, 3 de novembro de 2012

Cash... fica assim não, meu irmão...




Boas músicas... imortais...


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Rato e O Caracol



Para ouvir o conto, acesse o link.  

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Tenhamos Amor Por Nossa Casa


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Na sombra do condor

 Ledesma canta virado pelo avesso: mostra na voz quão vibrante é a luz de sua alma...



"El condor pasa el cielo del Peru, llorando,
sintiendo que ya perdió la luz... de la libertad.

Y sabe que vendrá buscar al sol y al clarín,
de algun decir, americano sois. Inca!

Vendrás cuando arrebienta el sol sobre la luz, de algun decir,
entonces America irá libertar, sin nadie morir, Imperio Incaico al fin.

 Libre, libre, libre!
"


Libre

"Demuele los muros que te separan de ti mismo. 
Elimina al monigote que construyeron alrededor de tu conciencia. 
Te inyectaron la corcova del parecer. 
Te ataron al tiempo definiéndote por la edad. 
Te embutieron en el rostro muecas de ancestros. 
Encerraron tu ser en un pasaporte, en un idioma. 
Mutilaron tus diferencias. 
Cesa de vivir a tu alrededor, despréndete de lo superfluo, busca sin cesar la raíz invisible hasta que te encuentres libre de definiciones, sumergido en la felicidad."  

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Edit

Se vacilarmos, o português não perdoa... 

Lendo mais uma vez a poesia "Sobrevivência" (post anterior), descobri duas construções estranhas, nos dois últimos versos da última quadra.

A primeira esteve presente no trecho "Na busca do pasto" (é o gorgulho ou o pasto que busca?).

A outra, infelizmente, tive que modificar também, porque nela ouvíamos um som inconveniente, "zamão", quando líamos "Enfrentas a mão!". Parecia até que "zamão" era um personagem a ser enfrentado... 

Essa sonoridade foi de matar, embora a idéia contida no desfecho do poema trouxesse algo mais heróico, com uma dramaticidade ideal... Mas não soou bem...

A questão é que, para a manutenção do ritmo, tenho que "abreviar" alguns versos, pondo de lado algumas partículas, como por exemplo certos pronomes possessivos, que iriam quebrar a musicalidade das quadras. Então, se não tiver cuidado, pode tornar-se comum o aparecimento de sons tipo "zamão". 

Essa história toda sobrou para o pequeno gorgulho: passou de anti-herói que, faminto, enfrentava a "mão do destino", para a categoria de um reles ladrão de feijão... 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sobrevivência


Gorgulho insensato,
Em meio às sementes,
Tu trocas a vida,
Por mísero grão?

Tu andas tão lento,
Pareces um sonso,
Um pobre faminto,
    Por sobre o balcão...

Teimoso inseto,
Não vês o que faço?
Eu tiro as pedras,
Escolho o feijão!

A fome te impele,
À ingrata coragem,
Em busca do pasto,
Tu viras ladrão! 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Trilhando o Amarelo (3)

“Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada, só porque foi um professor famoso quem disse. Não acredite em nada, apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deve testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria inteligência, experiência e sabedoria antes de aceitar ou rejeitar algo.” 

Helga... deixa o homem dormir...


Homenageando a personagem, batizei a minha rotina com o nome de Helga...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Look at the stars...



Pois é... Acordei assim hoje...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Trilhando o Amarelo (2)

"O Eu é o mestre do eu. Que outro mestre poderia existir? Tudo existe, é um dos extremos. Nada existe é o outro extremo. Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos, e seguir o Caminho do Meio."



domingo, 30 de setembro de 2012

Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Dentro de Nós!

O seres humanos que se dizem democráticos comumente pregam apenas aquela liberdade referente a assuntos da realidade externa e material. Como exemplos, podemos citar a própria liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão.

A fim de que tehamos uma vida plena, contudo, não é suficiente a teoria e a prática da liberdade social, se continuarmos com o cultivo do apego por alguém ou por alguma coisa. 

Esse dilema se mostra bem, quando um ente querido parte em virtude da morte de seu corpo biológico; quando ocorre a perda de um emprego; quando a beleza desaparece por conta da velhice; quando alguém perde a moradia, em decorrência de um desastre, despejo ou desapropriação, ou ainda, quando existe a  perda de um objeto de estimação ou de um animalzinho querido. 

De modo fundamental, a luta para sermos livres não deve ser travada tão somente no âmbito do mundo objetivo, das coisas sensíveis. A liberdade é, antes de tudo, um acontecimento subjetivo da mais alta importância. Sua realização demanda urgência em nossas vidas pelo caminho da aceitação das dores e limitações que se nos apresentam dia após dia. 

Mas, aceitar, aqui, não quer dizer conformismo... 

Para alcançarmos a liberdade interior, que há de provocar todos os desapegos e retirar de nós toda a carga de sofrimentos proporcionados pelos desejos,  faz-se mister a promoção da maior e mais importante   revolução que espera por cada homem e mulher: a reforma do nosso mundo íntimo.

As transformações paulatinas produzidas pelo constante exercício do desatamento de laços internos, leva-nos, com o tempo, a retomada do conhecimento daquilo que nos traz a dor e mostra-nos como evitar a criação de novas amarras.

Por conhecer bem esse problema, o célebre François Fénelon (1651-1715) certa feita disse que "o mais livre de todos os homens é aquele que consegue ser livre na própria escravidão". Dessa forma, ele evocava a nossa capacidade de autodomínio e autossuperação, tirando-nos da condição de vítimas das circunstâncias.

Fénelon sabia que a liberdade íntima faz nascer um homem senhor absoluto de si mesmo, diante de qualquer situação considerada aflitiva, paralisante ou temporariamente irremediável. O estado de ser "livre em si mesmo", abre espaço para a independência emocional que afasta o indivíduo da condição de semelhança com uma mera folha solta que rodopia, sobe e desce ao sabor de ventanias, mudando constantemente sua direção. 

A liberdade interior, na superação dos apegos, é uma das condições básicas sine qua non para toda a liberdade que se queira exercer, com responsabilidade, no mundo social.


domingo, 16 de setembro de 2012

É preciso falar mais sobre isto


"(...)

Sempre que estivermos no campo audível da música, sua influência atuará constantemente sobre nós - acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração; relaxando ou irritando os nervos; influindo na pressão sagüínea, na digestão e na respiração. Acredita-se que é vasto o seu efeito sobre as emoções e desejos do homem, e os pesquisadores estão apenas começando a suspeitar-lhe da extensão da influência até sobre os processos puramente intelectuais e mentais.

Além disso, influir no caráter do indivíduo é o mesmo que alterar o átomo ou unidade básica - a pessoa - com a qual se constrói toda a sociedade. Em outras palavras, a música também pode representar um papel muito mais importante no determinar do caráter e da direção da civilização do que a maioria das pessoas, até agora, propendeu a crer. Os poderes da música são multifacetados, às vezes msteriosamente potentes e, até agora, não de todo compreendidos. Podem ser usados ou abusados. Desprezamos o emprego consciente, construtivo, desses poderes em nosso próprio prejuízo. Ignoramo-lo para o nosso próprio perigo.

Conquanto pouco se reflita hoje em dia sobre o significado ou a função da música dentro da sociedade, as civilizações de outrora eram, de ordinário, muito cônscias do poder da música. Isto foi especialmente verdadeiro na era pré-cristã. Com efeito, quanto mais olhamos para trás no tempo, tanto mais se nos deparam pessoas que tinham consciência dos poderes inerentes ao âmago de toda música e de todo o som.

Tem sido fácil para o homem moderno, nascido e educado numa sociedade impregnada da filosofia do materialismo e do reducionismo, cair na armadilha de ter a música na conta de um aspecto não-essencial e até periférico da vida humana. E, no entanto, um ponto de vista dessa natureza teria sido considerado pelos filósofos da antigüidade não só irracional, mas também, fundamentalmente suicida. Porque desde a China até o Egito, desde a Índia até a idade áurea da Grécia, encontramos o mesmo: a crença de que há algo imensamente fundamental na música; algo que, criam os antigos, lhe dava o poder de fazer evolver ou degradar completamente a alma do indivíduo - e, por esse modo, fazer ou desfazer civilizações inteiras.

(...)"

(Excerto de O Poder Oculto da Música, David Tame, Cultrix, 9ª edição, 1993)              

                         

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O eixo imaginário da Terra


Com muitos amigos,
Tempos de criança,
Brincava sobre um muro,
Da largura de um tijolo,
A quatro metros do chão,
Os pés, na vertigem, suavam,
Olhos erguidos para o alto
Faziam as pernas tremularem,
O que havia, invertia-se:
Não eram nuvens no céu,
Num galope livre pelo azul,
A imaginação me queria,
E ensinava-me,
Que os edifícios,
E todo o restante da Terra,
Giravam céleres 
Ao meu redor...

domingo, 2 de setembro de 2012

Por um fio...


Penso não existir,
Quem ame pela metade,
Mas, para quem se arrisca
No Ato de Amar,
Há que se andar sempre pelo meio,
Dividir a vida em duas partes,
Recusar ambas ao mesmo tempo,
E, ainda assim,
Aceitar os lados que se juntam...

É quando percebo, então,
Que o amor e a corda bamba,
Tem tudo a ver,
Um com o outro.


sábado, 1 de setembro de 2012

Um Pedido

"Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuízadas."