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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nossa Grande Recife

Compartilho com os navegantes que por aqui aportam um link, contendo algumas fotos muito bonitas da parte "bem cuidada" de minha terrinha...

Não sou bairrista... Não coaduno com esse tipo de atitude e aprendi também a me despir de quaisquer preconceitos regionais. Divulgo essas imagens, não por ufanismo citadino, mas sim, porque gostaria de ter mais perto de mim todos vocês que visitam este blog...

Nestas plagas sob as bençãos do Cruzeiro do Sul, onde eu pisar será um lugar apenas, da nascente do rio Ailã, no Monte Caburaí, situado em Roraima, ao Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul; da Ponta do Seixas, na Paraíba até a nascente do rio Moa, no Acre...

Por isso, Recife é minha, Recife é nossa!

Vejam as fotografias, na companhia do jazz de Chet Baker, interpretando My Funny Valentine (composição de Richard Rodgers e Lorenz Hart):





Boa viagem!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Equilíbrio 2

"Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Equilíbrio

"A música cria ordem a partir do caos; pois o ritmo impõe unanimidade ao divergente, a melodia impõe continuidade ao descosido e a harmonia impõe compatibilidade ao incongruente.

Destarte, a confusão rende-se à ordem e o ruído à música, e, a medida que nós, através da música, alcançamos a maior ordem universal, que repousa sobre relações fundamentais de proporção geométrica e matemática, o tempo meramente recebe uma direção e é dado poder à multiplicação dos elementos e propósito à associação fortuita."

sábado, 21 de janeiro de 2012

Molhado

Existe um oceano,

Nos lábios da paixão,

Na língüa dessas ondas,

Num beijo de nós dois,

Meio doce, meio salgado,

Desejo certo, desaguado,

Que desmorona em teu corpo,

Castelos de areia,

E estilhaça ampulhetas,

Em tardes quentes de verão,

Porque todo esse amor

Para ser como é,

Num beijo de nós dois,

Tem que ser molhado...

Um contraditório suado,

Uma surpresa perene,

Sempre-nunca imaginado,

Que me faça todo dia,

A renúncia de quem sou,

Nos teus lábios, teu refém.

Com o Desenho das Maçãs

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Retrato do Fim de Uma Madrugada Insone

A alvorada ia apagando, aos poucos, as cores noturnas do zimbório. Até já podiam ser ouvidos os gorjeios festivos das aves empoleiradas nos fios de alta tensão.

Desceu a rua ladrilhada, suja pela areia úmida arrastada que a chuva trouxe dos quintais da vizinhança na noite anterior. O frio ainda penetrava seus ossos e fazia lento o caminhar, enquanto respirava o cheiro verde sempre desperto da vegetação do bairro.

O som monótono dos passos sonolentos lhe parecia pesado.

Ante a sua passagem por portão enferrujado entreaberto, pequeno cão preto, alerta e mal-humorado, de latido forte, quis acordar a vizinhança... Uma breve algazarra aconteceu, quando outros cães, igualmente ruidosos, fizeram coro sem maiores conseqüências...

Entrou à direita numa alameda, onde, ao longo da mesma, armazéns de portas pichadas se estendiam pelo calçamento estreito e irregular, arrebentado pelas grossas raízes das árvores.

Ali, os terrenos baldios transbordavam seus abandonos para além dos muros caiados de tijolos caídos.

Ele andava à maneira de sua própria sombra imaculada, que aparecia novamente atrás de si, desejando-lhe um bom dia.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Every time I look into your lovely eyes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

15 Minutos

O voo me parece interminável...

Por entre essas nuvens, o tempo escorrega viscoso, tão teimoso que chega a fazer da nossa drop zone um lugar imaginário...

Quem pilota o avião parece não se dar conta disso e continua a avançar cada vez mais fundo pelo território desconhecido...

Minha mente inquieta e ansiosa busca respostas que ninguém pode dar... a não ser... no momento em que atravessar aquela porta e me lançar no espaço e deixar tudo sem retorno... para o mais distante possível de quem penso ser...

Espero descer suave até tocar em mais alguma coisa que faça sentindo em minha intimidade; até aterrissar em mais algum pedaço de razão.

Espero. Mas não depende só de mim abrir o paraquedas...

Dos Pensamentos

"(...)

__Ainda não conhecemos, devidamente, na Terra, o poder do pensamento. A mente atua dentro e fora do cérebro pelo qual se manifesta, atraindo ou repelindo forças compatíveis ou antagônicas. Todos sofremos os reflexos uns dos outros, na carne, como também daqueles que estagiam fora do invólucro material, com os nossos recursos possíveis de assimilação ou desassimilação. Nenhum homem consegue estacionar, livre das ondas de intercâmbio dessa ou de outra ordem, que nos envolvem incessantemente. Absorvemos como eliminamos as imagens que nos são peculiares, caminhando com elas e atando-nos às suas amarras ou delas nos libertando, na direção da felicidade. Isto quer dizer que somos o que produzimos mentalmente, vivendo imanados aos nossos como aos pensamentos que recebemos dos outros... O Universo todo são permutas. A ideia que o homem plasma e cultiva, exterioriza e difunde, traduz o seu estado, a sua altura moral e espiritual. Ora, sintonizados com a Vida Excelsa, plasmaremos imagens superiores e viveremos emoções vitalizantes que nos esboçarão os pródromos da paz interior que, por fim, nos dominará.

(...)"

(Reflexão de José Petitinga extraída da obra "Nos Bastidores da Obsessão" ditada pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco. Ed. FEB, 8 ed.)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Assim na Guerra como no Amor

"I think we may be going a bridge too far..."



*Frase supostamente dita por Frederick Browning, tenente-general britânico, comandante do Primeiro Exértcito Aerotransportado Aliado, ao marechal Montgomery, antes da Operação Market-Garden.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

I heard it through the grapevine...



Retornando no embalo dos acordes saborosos do Creedence!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sem

Curioso ficar sem PC e sem internet por quase trinta dias, nesta era em que vivemos... Pensei que fosse um viciado em mundo virtual... Agora, tenho certeza de que não sou...

Para falar a verdade, poucas coisas e pessoas me "prendem" a esse mundo.

Saudade é mania de alma masoquista: gostosa e dolorosa. Sem internet por todo esse tempo, descobri-me um masoquista na saudade...

Nunca deixei de pensar em quem amo. Por que largar isso no caixote do esquecimento e fechar a sete pregos?

Dessa vez, por mais estranho que possa parecer, estar longe da tela de um PC foi o mais perto que consegui ficar de meu coração (e de você)...


*Neste momento, acesso o blog no PC do meu irmão sem ele saber (a gente tá sem se falar, por besteira, pra variar). Ainda estou sem meu PC e internet... A fonte do meu computador explodiu e não tive tempo para receber a assistência técnica aqui em casa. Aliás, durante esses dias, pensei melhor e acabei decidindo comprar um computador novo... Já estava na hora, realmente...


sábado, 12 de novembro de 2011

Cavalos e Homens

Estava no ponto de ônibus e um senhor muito calmo aproximou-se de mim.

__Eu nem me assusto mais... __confidenciou.

__Com o quê?! __ quis saber, algo surpreso

E percebendo que a minha curiosidade não era a da mera gentileza de ouvidos moucos, respondeu sem embaraço:

__Com tantos cavalos montados nas costas de milhares de homens e mulheres! Eles os fazem galopar e trotar sem parar por sobre os asfaltos quentes das largas avenidas esburacadas e em cima dos ladrilhos irregulares das ruelas até os becos sem saída... Galopam e trotam - nunca andam - até que seus pés, mãos e joelhos feridos sangrem... É meu jovem... Esses cavalos, enquanto degustam vinho nas adegas e se deliciam com rosbifes, relegam suas montarias à poças de água da chuva e ao ruminar tedioso da grama amarga, seca e mirrada que nasce no meio-fio das calçadas... Deixam o homem para trás, amarrado em frente aos locais de trabalho, centros de compras, teatros e cinemas, preso a rédeas e mordaças, sob pesados e incômodos arreios. Durante intermináveis horas, permanece fustigado pelo Sol escaldante, atazanado pela teimosia das moscas-varejeiras... Ao voltar para casa, o cavalo rude trancafia o ser humano transformado em quadrúpede, numa baia que evoca a memória das masmorras medievais, na mais completa escuridão... Rapaz, eu te falo que o relinchar ecoa por todos os recantos desta cidade e o homem prossegue calado, fingindo não estar ali, debaixo do animal, suportando tudo, covardemente... Se me perguntares até quando... Não sei...

Quando nos deixamos cativar

"Furtei", carinhosamente, o destaque abaixo, do blog de Lara S (não pude resistir):

''A gente corre o risco de chorar
um pouco quando se deixa cativar.
É preciso que eu suporte 2 ou 3 larvas
se quiser conhecer as borboletas.
Dizem que são tão belas..."

(O pequeno príncipe)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tribunal

Algo, eu tenho como certo, na minha vida: ser humano algum escapa desta amorosa e justa Voz da Consciência...

domingo, 6 de novembro de 2011

O próximo mais próximo

A família consanguínea, na maior parte das vezes, constitui-se naquela porção mais próxima de alguém, deste mundo ao derredor que se deseja melhorar.

(Pensamento à guisa de lembrete para mim)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Tom do Amor




Edit: recomendo aos amigos navegantes que ouçam também esta outra versão, um cover, não meu (como se eu fizesse algum... rsrsrs).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Dança das Borboletas



________________________________

Na imagem, duas pinturas surrealistas de Vladimir Kush: a primeira, Fauna in La Mancha, a segunda, Departure of the Winged Ship. Na música: Dança das Borboletas, composição de Alceu Valença.

sábado, 15 de outubro de 2011

Instante Eterno de Sabedoria

domingo, 9 de outubro de 2011

Meu Elemento, Meu Alimento

A madrugada é meu elemento.
Longe dela,
Longe de mim.

Longe da desertitude,
De minha rua tão solitária,
Iluminada de laranja,
Pelo lampadário discreto,
No silêncio dos postes...

Longe do voo rasante, elegante,
Da coruja cândida,
De asas grandes,
A me fazer sonhar,
Num calafrio,
Chirriando soberana,
Até desaparecer,
Por sobre o casario,
Como um eco,
De última natureza,
Que insiste em viver,
E se desfaz na quietude...

Longe da negrura castigada,
Do firmamento urbano poluído,
Lamentando poucas estrelas...

Longe da minha sentinela,
Que cuida de mim, a Lua,
Seja ela nova,
Ou a mesma antiga e cheia
Das noites claras,
Ou aquela, aqui dentro de meu quarto,
Crescente em meu coração...

Longe da aragem noctívaga,
A passear com brandura entre edifícios,
Pintados pela sombra, de escuridão,
E que por pouco, de tão altos,
Não me tiram os restos deste céu,
Que me envolve de mistérios,
Num arrasto de pensamentos,
Em meus medos e deslumbres infantis...

"A madrugada é meu alimento!
Longe dela, longe de você!"

É o que diz em minh'alma, interrompendo-me a inspiração, neste instante, a solidão.

Ah! Ingrata solidão que me rouba os verbos mudos!

Mas, sem ela, quem fala por mim?