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sábado, 31 de dezembro de 2011

Every time I look into your lovely eyes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

15 Minutos

O voo me parece interminável...

Por entre essas nuvens, o tempo escorrega viscoso, tão teimoso que chega a fazer da nossa drop zone um lugar imaginário...

Quem pilota o avião parece não se dar conta disso e continua a avançar cada vez mais fundo pelo território desconhecido...

Minha mente inquieta e ansiosa busca respostas que ninguém pode dar... a não ser... no momento em que atravessar aquela porta e me lançar no espaço e deixar tudo sem retorno... para o mais distante possível de quem penso ser...

Espero descer suave até tocar em mais alguma coisa que faça sentindo em minha intimidade; até aterrissar em mais algum pedaço de razão.

Espero. Mas não depende só de mim abrir o paraquedas...

Dos Pensamentos

"(...)

__Ainda não conhecemos, devidamente, na Terra, o poder do pensamento. A mente atua dentro e fora do cérebro pelo qual se manifesta, atraindo ou repelindo forças compatíveis ou antagônicas. Todos sofremos os reflexos uns dos outros, na carne, como também daqueles que estagiam fora do invólucro material, com os nossos recursos possíveis de assimilação ou desassimilação. Nenhum homem consegue estacionar, livre das ondas de intercâmbio dessa ou de outra ordem, que nos envolvem incessantemente. Absorvemos como eliminamos as imagens que nos são peculiares, caminhando com elas e atando-nos às suas amarras ou delas nos libertando, na direção da felicidade. Isto quer dizer que somos o que produzimos mentalmente, vivendo imanados aos nossos como aos pensamentos que recebemos dos outros... O Universo todo são permutas. A ideia que o homem plasma e cultiva, exterioriza e difunde, traduz o seu estado, a sua altura moral e espiritual. Ora, sintonizados com a Vida Excelsa, plasmaremos imagens superiores e viveremos emoções vitalizantes que nos esboçarão os pródromos da paz interior que, por fim, nos dominará.

(...)"

(Reflexão de José Petitinga extraída da obra "Nos Bastidores da Obsessão" ditada pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco. Ed. FEB, 8 ed.)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Assim na Guerra como no Amor

"I think we may be going a bridge too far..."



*Frase supostamente dita por Frederick Browning, tenente-general britânico, comandante do Primeiro Exértcito Aerotransportado Aliado, ao marechal Montgomery, antes da Operação Market-Garden.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

I heard it through the grapevine...



Retornando no embalo dos acordes saborosos do Creedence!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sem

Curioso ficar sem PC e sem internet por quase trinta dias, nesta era em que vivemos... Pensei que fosse um viciado em mundo virtual... Agora, tenho certeza de que não sou...

Para falar a verdade, poucas coisas e pessoas me "prendem" a esse mundo.

Saudade é mania de alma masoquista: gostosa e dolorosa. Sem internet por todo esse tempo, descobri-me um masoquista na saudade...

Nunca deixei de pensar em quem amo. Por que largar isso no caixote do esquecimento e fechar a sete pregos?

Dessa vez, por mais estranho que possa parecer, estar longe da tela de um PC foi o mais perto que consegui ficar de meu coração (e de você)...


*Neste momento, acesso o blog no PC do meu irmão sem ele saber (a gente tá sem se falar, por besteira, pra variar). Ainda estou sem meu PC e internet... A fonte do meu computador explodiu e não tive tempo para receber a assistência técnica aqui em casa. Aliás, durante esses dias, pensei melhor e acabei decidindo comprar um computador novo... Já estava na hora, realmente...


sábado, 12 de novembro de 2011

Cavalos e Homens

Estava no ponto de ônibus e um senhor muito calmo aproximou-se de mim.

__Eu nem me assusto mais... __confidenciou.

__Com o quê?! __ quis saber, algo surpreso

E percebendo que a minha curiosidade não era a da mera gentileza de ouvidos moucos, respondeu sem embaraço:

__Com tantos cavalos montados nas costas de milhares de homens e mulheres! Eles os fazem galopar e trotar sem parar por sobre os asfaltos quentes das largas avenidas esburacadas e em cima dos ladrilhos irregulares das ruelas até os becos sem saída... Galopam e trotam - nunca andam - até que seus pés, mãos e joelhos feridos sangrem... É meu jovem... Esses cavalos, enquanto degustam vinho nas adegas e se deliciam com rosbifes, relegam suas montarias à poças de água da chuva e ao ruminar tedioso da grama amarga, seca e mirrada que nasce no meio-fio das calçadas... Deixam o homem para trás, amarrado em frente aos locais de trabalho, centros de compras, teatros e cinemas, preso a rédeas e mordaças, sob pesados e incômodos arreios. Durante intermináveis horas, permanece fustigado pelo Sol escaldante, atazanado pela teimosia das moscas-varejeiras... Ao voltar para casa, o cavalo rude trancafia o ser humano transformado em quadrúpede, numa baia que evoca a memória das masmorras medievais, na mais completa escuridão... Rapaz, eu te falo que o relinchar ecoa por todos os recantos desta cidade e o homem prossegue calado, fingindo não estar ali, debaixo do animal, suportando tudo, covardemente... Se me perguntares até quando... Não sei...

Quando nos deixamos cativar

"Furtei", carinhosamente, o destaque abaixo, do blog de Lara S (não pude resistir):

''A gente corre o risco de chorar
um pouco quando se deixa cativar.
É preciso que eu suporte 2 ou 3 larvas
se quiser conhecer as borboletas.
Dizem que são tão belas..."

(O pequeno príncipe)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tribunal

Algo, eu tenho como certo, na minha vida: ser humano algum escapa desta amorosa e justa Voz da Consciência...

domingo, 6 de novembro de 2011

O próximo mais próximo

A família consanguínea, na maior parte das vezes, constitui-se naquela porção mais próxima de alguém, deste mundo ao derredor que se deseja melhorar.

(Pensamento à guisa de lembrete para mim)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Tom do Amor




Edit: recomendo aos amigos navegantes que ouçam também esta outra versão, um cover, não meu (como se eu fizesse algum... rsrsrs).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Dança das Borboletas



________________________________

Na imagem, duas pinturas surrealistas de Vladimir Kush: a primeira, Fauna in La Mancha, a segunda, Departure of the Winged Ship. Na música: Dança das Borboletas, composição de Alceu Valença.

sábado, 15 de outubro de 2011

Instante Eterno de Sabedoria

domingo, 9 de outubro de 2011

Meu Elemento, Meu Alimento

A madrugada é meu elemento.
Longe dela,
Longe de mim.

Longe da desertitude,
De minha rua tão solitária,
Iluminada de laranja,
Pelo lampadário discreto,
No silêncio dos postes...

Longe do voo rasante, elegante,
Da coruja cândida,
De asas grandes,
A me fazer sonhar,
Num calafrio,
Chirriando soberana,
Até desaparecer,
Por sobre o casario,
Como um eco,
De última natureza,
Que insiste em viver,
E se desfaz na quietude...

Longe da negrura castigada,
Do firmamento urbano poluído,
Lamentando poucas estrelas...

Longe da minha sentinela,
Que cuida de mim, a Lua,
Seja ela nova,
Ou a mesma antiga e cheia
Das noites claras,
Ou aquela, aqui dentro de meu quarto,
Crescente em meu coração...

Longe da aragem noctívaga,
A passear com brandura entre edifícios,
Pintados pela sombra, de escuridão,
E que por pouco, de tão altos,
Não me tiram os restos deste céu,
Que me envolve de mistérios,
Num arrasto de pensamentos,
Em meus medos e deslumbres infantis...

"A madrugada é meu alimento!
Longe dela, longe de você!"

É o que diz em minh'alma, interrompendo-me a inspiração, neste instante, a solidão.

Ah! Ingrata solidão que me rouba os verbos mudos!

Mas, sem ela, quem fala por mim?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Gonzaguinha? Eu quero é BIS, SEMPRE!


Esse cara é um gigante da nossa música! Suas canções são magistrais!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nos últimos 15 dias...

...senti na pele o significado de uma frase que meu pai citava muito pra mim:

"O tempo é um recurso limitado, escasso e não renovável."

sábado, 17 de setembro de 2011

O Dia

Existe um dia em particular no qual trago de volta a vida meu ser: a quinta-feira.

Eu sou expulso do ventre da quinta-feira e morro no dia seguinte, com algo diferente, mais desperto, mais livre, dentro de uma sexta de inconsciências urbanas.

Toda quinta-feira é a mesma. Não há quatro ou cinco, como costumam mentir os meses. Existe apenas uma: a quinta que me pariu - e ela continua a me parir, em única vez, a cada semana.

Refaço-me nessa gestação periódica extenuante de seis dias incompletos, fruto de um caso persistente, não quisto pela sociedade, entre a quinta-feira e o cotidiano com sua rotina ingrata.

E renasço na frente de um mundo que, amedrontado, prefere ficar dentro de sua própria mesmice visceral.

Renasço na hora que o Sol vai cozinhando o céu, deixando o dia virar noite... com sabor de sereno...

sábado, 10 de setembro de 2011

Meu Amigo



Meu Amigo, não sou o que pareço. O que pareço é apenas uma vestimenta cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência.

Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável.

Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.

Quando dizes: “O vento sopra do leste”, eu digo: “Sim, sopra mesmo do leste”, pois não queria que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no mar.

Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar.

Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas.

Gostaria de ficar a sós com a noite. 

Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno – mesmo então chamas-me através do abismo intransponível, “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada”, e eu te respondo: “Meu Amigo, Meu

Companheiro, Meu Camarada” – porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno. 

Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas.

Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho. 

Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito – e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente. E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho:

Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho.

Contudo juntos marchamos, de mãos dadas. 


__________________________________
(Excertos de “O Louco”, por Gibran Khalil Gibran)

O Louco

por Gibran Khalil Gibran


Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.

E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

The Animals!



Para mim, é a melhor versão dessa música. Eric Burdon, cantando-a... putz! É de arrepiar!