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terça-feira, 15 de junho de 2010

Rebelde sem Causa / Agora é Tarde

Hoje, tem dose dupla para animar as coisas por aqui!

Deixo postados, dois excelentes momentos do rock nacional, gravados pela irreverente e sarcástica banda Ultraje a Rigor.

As gravações ocorreram ao vivo, em 2005, para o DVD Acústico MTv. No "VocêTubo" tem mais. Vale a pena conferir! ;)







A propósito, por onde anda o rock nacional? Saudades dos (não tão) velhos tempos...

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

A "nossa" história





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Obs: para acionar o recurso de legendas, clique em "share" e depois na opção "enable subtitles".

sábado, 29 de maio de 2010

Depois da Madrugada


Descubro minha paixão por você...

Não me escondo mais. A tolice seria minha, se continuasse refém do medo.

O ser humano tem a facilidade de falar sobre o que traz a dor e fere os ouvidos. Porém, na hora precisa, revelar o amor que se sente por outrem torna-se um suplício... Então, contrario essa regra perversa e, com o coração virado pelo avesso, faço com que conheça o que sinto.

Queria que fosse possível, abraçar-lhe agora, a fim de poder revelar todo o carinho e sinceridade que trago comigo.

Nunca brinquei com os seus sentimentos. No amor, não jogo dados.

Se lhe pareci presunçoso, em algum momento, como alguém se mostrando "difícil", não fora essa a minha intenção. Seria cruel, se agisse dessa maneira. Aquilo que viu, na verdade, era apenas uma faceta de mim, com todas as fraquezas expressas num silêncio covarde.

Entenda que lidar com as incertezas do coração é como estar num veleiro, em alto mar, durante uma noite escura. Não sabemos se voltaremos ao porto, porque, enquanto a brisa não chega, ficamos à deriva, a mercê das idas e vindas das marés e suas correntezas...

Sei bem que a possibilidade da rejeição sempre é um fantasma a assombrar a ousadia de quem se declara. Entretanto, o que é essa possibilidade frente à alegria que sinto ao imaginá-la envolta pelos meus braços?

Revelo meus sentimentos, ainda inseguro, aos seus olhos e corro todos os riscos.

Não voltarei atrás...

Espero sinceramente que acredite em mim.

(E tudo que me resta é esperar por você).

sábado, 15 de maio de 2010

With Or Without You


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Na música: With Or Without You, composed by Adam Clayton, Bono Vox, Larry Mullen Jr. & The Edge.

Perdão





Esmorecia a esperança, aos poucos, sob o temporal que lhe castigava o corpo.

Em frente a casa dela, ele insistiu pela última vez, com a voz embargada por um lamento que há muito não se escondia.

“Abre a porta, por favor...”.

Após a derradeira tentativa, e porque o silêncio insistisse em surgir como resposta, temeu pela não vinda do perdão que tanto ansiava. Absorto na tristeza que invadia o seu peito, nem notou quando o vistoso ramalhete de rosas vermelhas se desprendeu de suas mãos, desmanchando-se no frio mármore da pequena escadaria.

Apático, desceu os degraus e sentou-se cabisbaixo no meio-fio da calçada. Orou em silêncio, amargurado, pedindo àquelas águas que lavassem sua alma arrependida.

Os minutos andaram lentos como um filete d'água a escorrer moroso por uma vidraça...

Mas, finalmente, a porta da casa abriu-se num manso rangido e uma bela jovem saiu, vencendo a própria ausência, numa mistura de lágrimas e chuva... 

Ela se aproximou do rapaz, devagar, e sentou-se ao seu lado. Trazia consigo uma rosa vermelha, que lhe entregou, colhida em meio àquelas desprezadas, espalhadas pelo chão... A jovem tocou no rosto dele, com as mãos trêmulas de frio, e fitou-o chorosa. Enlaçou-o, carinhosamente, pela cintura e, repousando a cabeça em seu ombro, disse, finalmente, com voz aveludada, quase sussurrante:

- Eu te amo...


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Na música: "Jukki" - OST Genji Monogatari Sennenki , composed by S.E.N.S (Akihiko Fukaura & Yukari Katsuki).

terça-feira, 11 de maio de 2010

Memories of Blue




Em um lugar, além desse oceano, espero por ti...

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Na música: composição de Vangelis.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um Amor Puro


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Na música: "Um Amor Puro", composed by Djavan.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"Feliz" Ano Novo



Agora, penso sobre esta tão falada e idolatrada "Prosperidade" que percorre, há muito, os tortuosos trilhos dos enganos humanos...

Ela é o fruto desse mesmo progresso, de "uma única asa", que atravessa a pleno vapor os prados cinzentos, já sem vida, outrora verdejantes, dos nossos corações, arrancando-nos um fascínio doentio: sorrisos reptis e olhares vitrificados de pura alienação.


À maneira duma sereia, a abundância gerada as custas do sangue de milhões de explorados, embala com seu canto o nosso conforto comodista para, logo em seguida, arrastar-nos, impiedosa, até os pontiagudos recifes da imprevidência.

Esta prosperidade, solta e louca, nas mãos de tão poucos, movimenta o frio maquinário da cobiça, tal qual maquinista a conduzir insandecido uma locomotiva que cospe, em jorros, fumaça negra com odor de ganância. Carrega em seus vagões repletos de soja, aço, carvão, urânio, petróleo e sílica - num moto quase contínuo - o combustível do vai-e-vem famélico da insaciável quimera chamada "Consumismo".

Sepultando nossas almas nos túmulos da egolatria, sob o mármore da vaidade, a punjança dessa minoria impõe-nos regras de conduta sob o guante do materialismo ardiloso. E modela, amparada pela publicidade voraz, as mentes subjugadas pelo vazio do modismo, como se conferisse a elas a forma dum recipiente de plástico descartável ordinário, de colorido displicente.

Equipado, o comboio, em sua vanguarda, com o imenso rolo compressor da corrupção, vai esmagando em seu caminho aqueles menos favorecidos, deserdados da Justiça e do Bem Comum.

Imperfeito, ergue-se o desenvolvimento no horizonte da humanidade, como um Sol eclipsado, por intermédio de políticas levianas oriundas do contubérnio subjacente das grandes corporações . Essas mesmas políticas que, no terreno fértil da ignorância, promovem opressões de natureza ideológica e financeira, quebrando vontades e dissolvendo culturas em pedaços que se segregam e se estratificam, cada vez mais, em fragmentos diminutos, até desaparecerem, por completo, nos ódios das guerras fratricidas.

Com seu apito de bronze, de som estridente - semelhante a um grito humano de agonia -, em linhas férreas de traçado inconstante, corre vertiginoso o trem da nossa "Prosperidade". Mais célere do que a nossa Natureza pode suportar.

Acelera, então, a cada segundo, a germinação do sogo transgênico nos campos; a fermentação alcoólica dos engenhos; a partição atômica nas usinas nucleares; o erguimento dos arranha-céus nas esquinas; o parto dos bovinos nos currais; as oscilações luminosas da energia nas fibras ópticas; o tráfego das informações internáuticas, às custas dos corações ansiosos nos centros de compras... 

* * *

Ainda que nem sempre nela pense, ainda que me esqueça - quase sempre - das suas mãos onipresentes, ela sempre me olha, me procura e me deseja...

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Amores Imperfeitos

sábado, 10 de outubro de 2009

Teia de Aranha


A trama extensa era urdida em fina e delicada tecitura.

Quase invisíveis - há quem diga intangíveis -, as suas linhas ainda sustentavam incrivelmente um corpo animalesco, antes homem, cuja densidade do espírito parecia desafiar as leis da gravidade moral: onde o todo de um ser que se desarmoniza vem a baixo.

Os milhares de fios ali pendentes diziam algo sobre o largo tempo vivido, na ausência da realidade, por quem os fez, imprudente. Tão enredado estava, o autor desta sinistra obra, no resultado de suas próprias convicções infelizes que, por completo, ela se fazia extensão de seu ser.

Num misto de tormento e prazer, o tecelão imprevidente afirmava que dela não mais conseguia sair. Creditava à malha fria, tão bela e suave, uma resistência maior que a do aço mais temperado, embora lhe tenham revelado, incontáveis vezes, que a mesma poderia ser desfeita com um simples sopro de vontade...


A teia, engendrada pelos desatinos e pelos desejos desenfreados do passar dos anos, permitiu farta nutrição da vaidade e da tolice. A vida em suas fibras manteve famintas todas as ilusões mais insanas.

Movimenta-se agora, a criatura, por entre seus fios, assombrada em seus sonhos pelo vazio da existência que vai deixando dentro de si. Ela espera o momento que a inconseqüência, outra vez desperta, satisfaça seu mais recôndito instinto.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Haiku


Calor de setembro

Que a chuva alivia

Súbito trovão!



* * *


Poeira na tarde

Surgindo no caminhar

Como enxergar?


sábado, 12 de setembro de 2009

Alma, Poesia & Representação

Colocar em palavras os sentimentos altera sobremaneira a realidade vivida pelo poeta.

Alma nenhuma está circunscrita ao corpo, ou a um único corpo. Não falo aqui em reencarnação. Refiro-me à liberdade que a alma - essência de qualquer ente - pode encontrar no pensamento (ou no coração) de outrem.

Entretanto, será que a essência encontra mesmo liberdade neste mundo?

Toda essência é fugidia por natureza. Sempre clama por liberdade, ante o mínimo ato de limitação por parte do poeta.

Quem sabe se não é essa dialética, entre o aprisionamento que a razão impõe à alma e o permanente anseio desta última por fugir das amarras daqueloutra, que enseja os rasgos de criatividade?

Neste plano das formas, onde imperam os rótulos, as compactações, os embrulhos e revestimentos talvez só reste à essência das coisas o espaço limitado das representações, por maior que seja o espaço permitido pela consciência de outrem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Who's gonna drive you home, tonight?




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Na música: "Drive" composed by Ric Ocasek (The Cars).

domingo, 23 de agosto de 2009

Desapego





Sem você aqui,

Sempre o tudo

É feito o nada...

Mas estou aprendendo a aceitar

Que a graça do verbo amar

É estar em alguém,

E não se apegar:

Onda que vem e vai

Sem querer,

O meu querer

Que agita feito brisa,

Esse azul de nosso mar...


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Na imagem: "Sun Curl", photo by Clark Little. Na música: "Gymnopedie nº1", composer by Erik Satie.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Solitários


By Gaijin Virtual

domingo, 16 de agosto de 2009

And I Love Her...

Crime Perfeito*

Minha rua também costumava ser assim, cheia de tranqüilidade.

Nela, jogávamos pelada e armávamos até rede de vôlei. Em nossos prédios, nem portões havia... Quase todos os vizinhos conheciam-se. Pouquíssimos carros pasavam por aqui. Era realmente uma rua sem significado no mapa de minha cidade, para nossa antiga felicidade.

Até que, numa madrugada, acordei com o barulho de máquinas e homens trabalhando. Estavam transformando minha paz numa via de acesso importante para um novo vizinho: o consumo. Tinham construído um supermercado a três quadras de onde moro...

Hoje, desperto ao som de buzinas impacientes e roncos vorazes de motores desregulados.

E foi desse jeito que assassinaram impiedosamente meu sossego.

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* - Comentário meu feito no blog Mel's no dia 13/07/2009.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Liberto


Tentei distanciar-me da saudade que a tua ausência trouxe a minha existência sem sentido. Não suportava amar apenas a solidão.

Contra minha vontade, degredei-me para uma ilha distante, onde reina o egoísta infeliz que todos os dias lamenta-se profundamente por ser assim...

Sentenciei meus sentimentos por ti a instantes intermináveis de amargo silêncio, porque perdem a razão quando alguém se encontra só.

De pensamento mudo, o claustro da cela ao qual me condenei fez-me quedar na vergonha por ter desejado nunca mais te ver...

Todavia, já deveria saber: um coração que ama é indomável, insofreável, impossível de ser preso eternamente nos pesados grilhões da indiferença do eu obscuro!

Fugi, então, de forma espetacular, dessa prisão úmida e escura, deixando para trás uma ilha chamada "tenho medo de te amar".


*   *   *

O Sol da Paixão cegou-me, cobrando o seu tributo, por eu ter sido tão rebelde.

Mas os deuses, por compaixão, fizeram com que voltasse a enxergar...

...pelos olhos de tua alma...

"E assim deve ser" - disseram-nos - "para que nunca mais haja solidão entre vós que amais um ao outro".

segunda-feira, 13 de julho de 2009

E o teu medo de ter medo de ter medo




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Na música: Daniel na Cova dos Leões (Renato Russo & Renato Rocha).

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quando era um pouco mais jovem...

- Vamos civilizar o mundo! - dizia meu pai com a ironia que sempre lhe fora peculiar, enquanto ia pondo um vinil de música erudita na vitrola.

Meu dia começava assim, aos domingos...

Das nove da manhã até às três da tarde, abríamos as portas de casa para que adentrasse uma plêiade de ilustres visitantes: Vivaldi, Bach, Corelli, Schumann, Berlioz, Grieg, Villa-Lobos, Beethoven, Schubert, Mozart, Mendelsohn, Haydn, Haendel, Tchaikovsky, Strauss, Dvořák, Debussy, Liszt, Torelli, Mussorgsky e tantos outros.

Para mim, a nossa sala de estar ganhava as dimensões dum salão de festas palaciano, todavia, sem a presença vaidosa e inconveniente de "nobres" e de intelectuais que costumavam, e até hoje assim o fazem, amontoar-se onde se ouve boa música.

Quando a agulha nos discos tombava, as sinfonias, os concertos, as árias, os corais, as suítes, as valsas e os minuetos exalavam por todo ambiente sua grandeza e graciosidade. Falavam conosco, os compositores, de espírito para espírito, sobre o melhor da Natureza - o que incluia o homem, evidentemente.

Por entre allegros, largos, andantes, adágios e prestos, as obras sucediam-se cronologicamente: Barroco, Classicismo, Romantismo... dando sentido àquela aventura musical.

Cada uma dessas épocas fazia emergir a sua cota de imagens em minha tela mental, trazendo-me uma gama imensa de emoções e sentimentos indescritíveis. É próprio da música instrumental essa magnífica arte do "nada impôr, apenas sugerir"; de modo que, para cada nova audição, uma nova realidade, porquanto vamos morrendo e ressurgindo nos segundos que não cessam...

Elas, as melodias, traziam-me a união com o divino, as nuances da vida urbana, o amor impossível, o calor causticante do deserto, o sopro do vento campestre, o azul do mar e sua arrebentação, o tédio e a melancolia, o irromper do trovão, o martírio do herói, a chuva suave, os perfumes da primavera, a passagem do tempo, o frio invernal, o canto dos pássaros, a alegria dos camponeses após a colheita, a paixão pela pátria, o pôr-do-sol no outono, a solidão, a saudade, a liberdade... e muito mais! Sempre mais...

Ainda continuo percebendo situações sentimentais novas quando as ouço...

Um dos momentos inesquecíveis nesses nossos encontros era quando se fazia sentir a presença do compositor polonês, Frédéric Chopin (1810-1849).

Poderia passar o resto da noite (e a madrugada inteira) adjetivando positivamente a obra desse mestre e, mesmo assim, além de não ser suficiente, tudo isso não acarretar qualquer significado para quem lê estas linhas (o açúcar é doce, mas apenas chegamos a essa conclusão quando o experimentamos...). Melhor que falar da música é vivê-la:

A razão de postar esse vídeo foi porque, dentre outras versões que escutei até o presente instante, essa interpretação é a que mais se aproxima daquela outra que ouvi, quando era um pouco mais jovem...

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São atribuídas a Joseph Haydn (1732-1809), compositor do período denominado Classicismo, as seguintes palavras: "Muitas vezes - lutando contra obstáculos de toda ordem, ou sentindo minhas forças falharem e acreditando difícil perserverar no caminho escolhido - um secreto sentimento murmurava dentro de mim: 'existem poucas pessoas contentes e felizes aqui na Terra; talvez, teu trabalho possa, um dia, ser a fonte onde os fracos, abatidos e sobrecarregados encontrem alguns momentos de repouso e bem-estar'".

Passados duzentos anos da morte desse notável músico, digo-lhes que, na minha pessoa, o "talvez" dessa voz sublime, transformou-se em certeza...