rss
email
twitter
facebook

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os Sete Odores do Arco-Íris Urbano

O ser humano exala, intensamente, sete odores:

Papel-moeda

Cosméticos

Sexo

Cachaça

Fumaça de cigarro

Óleo de automóvel

Gordura de lanchonete

A Origem da Morte*

Fobos e Deimos subiram até o cume de uma grande montanha e, evocando Bóreas, o devorador, pediram que este soprasse à humanidade a maior de todas as mentiras:

- Tânatos existe!

A frase maldita se dispersou com o vento traiçoeiro, e todos os cantos do mundo tiveram seu conhecimento. A partir de então, o egoísmo e um de seus filhos, o apego, encontraram guarida na alma de cada criatura humana.

Ícelo teve liberdade de agir ao meio dia, e os pesadelos surgiram na vigília. Foram vistas sombras nas calçadas das cidades e sobre as plantações.

Cidadão algum estaria mais em segurança, porque todos quiseram tudo apenas para si - vergastados dia e noite pela cobiça e pela inveja - numa busca insana por proteção...


__________________

*Da Série "Reescrevendo Mitos" - by Gaijin.


domingo, 10 de abril de 2011

Água Doce


Espiava no igarapé aquele pedaço da mata virgem em forma de mulher. Uma morena, tão nua, toda entregue ao Sol, deitada em cima de imensa vitória-régia. O calor havia repousado as mãos no seu corpo suado que brilhava de satisfação. Os longos cabelos negros esparramados sobre a água eram alisados por suave correnteza que levava a jovem, lentamente, para longe de mim...

O curumim me puxou pela camisa.

__Num vai lá atrás da minha irmã, não?!

__Peraí... Tô pensando no que eu vou fazer... __respondi.

__Pensa não, vai lá... Senão, ela some...

__Você sabe dos meus medos...

__Então, espera ela voltar.

__Espero não. Tem que ser agora!

__Olha, ela tá indo embora... Vai perder minha irmã pro rio! __brincou o pequeno.

Vim de longe, para estas terras abençoadas pelo Cruzeiro do Sul graças a uma incrível geração que velejou por imensos mares nunca antes navegados, numa inconsequente, ousada e bem sucedida aventura. Entretanto, cá estou, sem conseguir dar algumas simples braçadas em pouca distância... O menino parece uma piabinha em ribeirões... Inveja danada desse indiozinho que vive tomando banho e mergulha dando cambalhotas...

Eu sei nadar, mas acontece que o ânimo de cair n'água trouxe alguns medos clandestinos nos porões de minha nau. Realmente, o difícil era entender o que se passava em meu coração: estavam desaguando, às margens dos riachos por onde andava, amores e temores parecidos com aqueles que eu sentia quando em alto-mar...

Desde que aqui cheguei, causam-me calafrios, as águas doces e escuras dos rios à sombra das frondosas árvores. Quase sempre, quedo por alguns minutos, imaginando que criatura poderia encontrar, escondida no lodo do fundo ou sob os milhares de aguapés... Quando consigo enxergar algo além da superfície, não raro, vejo apenas um emaranhado de raízes e hastes submersas, de coloração castanha escura e esverdeada, cobrindo as profundezas...

Todavia, algo me atrai nesses riachos, porque, apesar de tudo __é quase irresistível__ há um desejo de sumir sob as águas, em um nado oculto, rumo ao desconhecido...

A índia percebeu a nossa movimentação por detrás da moita e gritou desconfiada. O curumim, aos pulos e berros, pegou-me pela mão e mostrou-me para a irmã que abriu um lindo sorriso. Fiquei sem jeito... Ela acenou, chamando. Meu coração disparou. Chamei-a de volta. Ela fez um gesto de negação com a cabeça, apontou para mim e depois encostou a palma da mão na vitória-régia.

__Você fica! Eu vou! __falei, pegando no braço do indiozinho que, saltitante, já ia entrando n'água.

__Chegou a coragem?! __alegrou-se o pequeno.

__Não... Ainda, não... __suspirei, caindo em mim mesmo.

A correnteza prosseguia e o chamado da índia já parecia um adeus.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A culpa é do luar...



...que entrou em meu quarto e me fez ir até a janela para olhar o céu desta noite...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Litígios

Não é ganhar ou perder de alguém. A questão é até que ponto vão a mágoa, o orgulho ou os medos do ser humano...

sábado, 12 de março de 2011

No apagar das luzes


Ao mergulhar de cabeça
Nas madrugadas mais escuras
Sempre faço de mim
Um pedaço da noite
Para compreender as estrelas

____________________

Photo by Leonid Tishkov

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bambuzal


No caminho
Chuva fria
Vendaval
Bambuzal
Açoitado
Reverente
Apontando
A direção
Vejo a trilha
Vou trilhando
Quase caio
De joelhos
Levo a mão
À cabeça
Não segura
Meu chapéu
Sobre mim
Desaba o céu!
Lamaçal
Finco os pés
Folhas caem
Passageiro
Suportando
Sobrevivo
Por inteiro
Mundo inteiro
Tudo acaba
Tudo volta
À retidão
Sigo em frente
Mais ligeiro
Mais humilde
Bambuzal
Que se curva
Não se quebra
De tão forte
Espanta a morte
Quando sopra
Vendaval

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Todos os Dias

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Estados de Consciência

Não acredito em céu, muito menos em inferno, exceto dentro da compreensão do seguinte texto (não é de minha autoria):


Parábola do Céu e Inferno


Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.

- Monge - disse, numa voz acostumada à obediência imediata - Ensina-me sobre o céu e o inferno!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:

- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- Isto é o inferno - disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.

- Isso é o céu - completou o monge, com serenidade.

__________________

Ou seja, céu e inferno não tem a ver com "geografia espiritual"... Tem sim, com estado de consciência.

E o que eu disser sobre isso, em meus textos, não passará de símbolos a descreverem meus estados de espírito...


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Egotrips


Deixar a "criança interna" vir à tona é sinal de maturidade. "Ser criança" não é ser um bobo, um inconseqüente. Muita gente pensa que ser sisudo é condição para se tornar adulto...

Por deixarem essa criança presa é que existe tanta gente com uma qualidade de vida tão aquém da ideal, prejudicando, inclusive, muitos do seu convívio.

Passei uma boa parte da vida com uma visão muito séria de mim mesmo, das coisas, pessoas e situações. Era um jovem "metido a velho". Este "homem antigo" ainda pode ser visto em várias passagens dos textos de meu blog.

Talvez, esse ancião nunca pare de me assombrar. Talvez...

* * *

Por mais que eu seja educado, gentil, sem excessos ou afetações, a maioria das pessoas que conheço, ainda fica ressabiada em me conhecer. Até hoje, não sei a razão disso. Cismam comigo do nada. Parece que todo mundo se torna tímido perto de mim; sem jeito... Aproximam-se com o freio de mão puxado...

Antes que alguém diga que isso é "neura" ou "invenção de minha cabeça", sei que existe algo diferente no ar, porque, quando olho ao redor, vejo que isso não acontece com os outros... Sempre tive que improvisar para deixar as pessoas mais à vontade.

Preconceitos, às vezes, são engraçados. Ora nos fazem sentir um Frank Sinatra, ora um macaco dentro de uma jaula de zoológico...

Mais tarde, vêem que não sou um bicho de sete cabeças; que tenho boca, mas não sou de morder; que minha vida é um livro aberto... Terminam dizendo que sou muito legal e coisa e tal...

* * *

Por mais sério que um dia eu tenha sido, paradoxalmente, nunca gostei de ambientes cheios de formalidade. Sempre flertei com a espontaneidade que gera aqueles momentos cheios de alegria serena, na qual ficamos distantes de qualquer ansiedade, totalmente à vontade perante o outro; de alma despida.

* * *

Se por um lado, gosto de espontaneidade, de alegria e de ser criança, por outro, evito as festividades que aglomeram as multidões frenéticas. Prefiro o silêncio das praias e ruas desertas quebrado apenas pelo sussurro do vento, pelo canto dos pássaros e pela voz da pessoa amada... Tenho verdadeira paixão pela cumplicidade e pela intimidade (no amor, dupla mais perfeita, não há). Creio, piamente, que estas duas últimas só podem ser satisfeitas, de forma plena, numa "solidão a dois"...


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Urbana Legio Omnia Vincit

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Solilóquio

Solidão
É quando se lida,
Sozinho,
Com a solidariedade...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Indiferença

A indiferença é um grito mudo dos mais altos e desumanos que um coração pode ouvir ou proferir.

Ser indiferente é sentenciar-se ao desterro de uma pátria chamada amor.

Perde, dessa forma, o indiferente, a oportunidade de amar duas vezes: o seu próximo e a si mesmo. Perde a oportunidade de ser duas vezes grande...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Assim tem início mais uma madrugada...




...e não sei como, nem quando, vai terminar...

__________

No vídeo: parte da música "La Villa Strangiato", executada por Geddy Lee (baixo e órgão), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria), integrantes da banda Rush, no Pinkpop Festival (1979).

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Reencontro

Novamente, tentei deixar a barba crescida. Ansiava por um reencontro comigo.

Havia perdido a minha identidade para outros que nunca se importaram em saber quem eu era... Borraram meu rosto e, dessa forma, idefinido, fizeram de mim um mero alguém. Um sujeito limitado ao que diziam olhos alheios...

Queria enxergar-me, contudo, nunca fazia isso através dum espelho. Pelo espelho, impossível. O espelho sempre me disse que nunca estarei frente a frente com ele... muito menos comigo...

Por isso, a barba.

Ela, assim, já crescida, espetava-me. Sentia seu toque constante, enquanto os pelos resgatavam um rosto apagado pelo tempo, esquecido por minha pessoa, desvirtuado por muitos.

Se a barba, por um lado, cobria o meu rosto, por outro, trazia de volta um olhar sincero sobre mim. Um olhar trazido pela minha mão que cofiava seus fios como quem procura por algo oculto sob um tênue véu negro... Pude, então, redescobrir marcas, linhas e contornos de uma existência abandonada.

Seguia o caminho apontado, devassando máscaras, porém, antes que me revelasse de todo, o medo, de novo, assaltou minha vontade, furtando-me a iniciativa.

Larguei minha face, como outrora fizera, e corri para o espelho em busca de ajuda. Fui recebido por ele com silenciosa indiferença. Às cegas, saquei a navalha, em agonia. Livrei-me da barba com as mãos tremidas... Cortei o rosto e o sangue vermelho, gotejante, tingiu a pia branca...

Dessa vez, não adiantou. Era tarde demais...

Eu ainda estava ali.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meu Combustível na Madrugada




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dicas Culturais


Sou maluco por artes plásticas, tanto quanto sou por música, prosa e poesia.

Tenho muita coisa mal resolvida neste universo da Arte... Aos poucos, estou tentando desvendá-lo, ao mesmo tempo que procuro recuperar algum chão já trilhado por entre partituras e aquarelas...

Quase todo final ou início de ano, pego uma fração do meu décimo terceiro e "aplico" em livros (certamente, não há melhor investimento!). Acabo fazendo algumas "feirinhas" e presenteio-me com algumas obras... Desta vez, "lavei a burra", comprando livros cuja temática principal são as artes plásticas (mais na área de desenho e pintura). Estava devendo, a mim mesmo, alguns passos além da porta de entrada para este mundo fantástico e apaixonante.

Aproveitando o ensejo, divulgo, logo a seguir, os títulos, seus respectivos autores e sinopses não feitas por mim das obras que adquiri. Alguns desse livros talvez já estejam esgotados na editora, portanto, apenas poderão ser encontrados em sebos.

* * *

- Dicionário das Artes Plásticas no Brasil (Roberto Pontual).

Primeiras 66 páginas com introdução histórico-crítica de Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Carlos Cavalcanti, Flávio Mota, Araci Amaral, Walter Zanini, Ferreira Goulart e Édson Carneiro. A seguir, 560 páginas com as biografias de todos os artistas plásticos, de todas as especialidades, gêneros e categorias, que tiveram alguma influência astística na história do Brasil, desde o seu descobrimento, sejam eles naturais do país ou estrangeiros aqui radicados. Todas as páginas, desde a primeira até a última sem nenhuma exceção, estampam reproduções de todas as obras - pinturas, esculturas, gravuras, nankin, grafite, carvão, pastel ou xilogravura - que foram criadas no Brasil, desde o descobrimento.


- Da Cor a Cor Inexistente, 10ª edição (Israel Pedrosa).

Pintor, professor e pesquisador, Israel Pedrosa revelou em 1967 o domínio da cor inexistente depois de dezesseis anos de pesquisa. Publicado em 1977, esse verdadeiro tratado histórico sobre as cores chega à 10ª edição com a importância que apenas as obras clássicas mantêm. O livro aborda o desen vol vi mento da teoria das cores desde Da Vinci, passando por Newton, Goethe, Maxwell e Chevreul, entre outros estudiosos, e trata com clareza de temas como harmonização das cores, mutações cromáticas e cor inexistente. Um título indispensável para artistas, designers, professores e estudantes de arte.

Da Cor a Cor Inexistente é um livro esplêndido de Israel Pedrosa, pintor senhor de sua arte e que alcança dizer o máximo, e bem, com a maior clareza, sobre as teorias da cor, endereçando-a à prática profissional, à experiência e à paixão de artista.

Um livro para artistas, professores e estudantes de arte, para críticos e curiosos das coisas da pintura... Israel Pedrosa, com paixão pelo assunto e responsabilidade profissional, com capacidade excepcional de pesquisador, fez um estudo completo sobre a importância da cor e seus fenômenos interferentes na visão. A pintura em seu amplo setor de expressão (de comunicação), do quadro tradicionalmente concebido, até os mais surpreendentes recursos de técnicas para aguçar os sentimentos estéticos pela só presença da cor. Da cor que é luz. A luz que traz em seus raios a cor.


- À Mão Livre - A Linguagem e As Técnicas do Desenho (volume único), 1ª edição (Philip Hallawell).

Este livro se destina a todos os aficionados do desenho e da pintura, desde o iniciante nas artes até o estudante universitário.

Artistas plásticos que não têm base sólida de desenho e técnicas também encontram nesta obra um grande apoio.

O primeiro volume focaliza a linguagem e os fundamentos do desenho: composição e eixos, perspectiva, concepção de espaço, luz e sombra; além de orientações sobre o processo criativo.

O segundo volume relaciona os materiais necessários e os melhores modos de manipulá-los. Também discute características e limitações de cada técnica, orientando o leitor em suas escolhas.

Com esses dois livros, reunidos nesta edição, o leitor terá as informações de que necessita para desenvolver qualquer técnica de desenho. A intenção do autor não é formar artistas plásticos, mas enriquecer a vida das pessoas, proporcionando-lhes um meio de expressar sua criatividade.

O volume é complementado com ilustrações do autor, exemplos passo a passo, esquemas, fotografias dos materiais e reproduções de quadros de artistas do mundo todo.


- História da Arte, 16ª edição (Ernest H. Gombrich).

Um dos mais famosos e populares livros sobre arte já publicados. Durante 45 anos, permaneceu incomparável como uma introdução a todo o assunto, das mais antigas pinturas em cavernas à arte experimental de hoje. Leitores de todos os tempos e das mais diversas origens encontram no Professor Gombrich um verdadeiro mestre, que combina o conhecimento e a sabedoria a um talento excepcional para comunicar seu profundo amor pelas obras de arte que descreve.

"A História da Arte" deve sua duradoura popularidade à objetividade e simplicidade do texto, sem falar na habilidade do autor para apresentar uma narrativa fluente. Ele descreve seu objetivo como sendo o de trazer alguma ordem compreensível à riqueza de nomes, períodos e estilos que preenchem as páginas com as obras mais ambiciosas.

Usa a sua percepção da psicologia das artes visuais para nos fazer ver a história da arte como uma tela contínua e uma mudança de tradições, em que cada obra reflete o passado e aponta para o futuro, "uma corrente viva que ainda liga o nosso tempo com a era das Pirâmides". Em seu novo formato, a 16ª edição desta obra clássica mantém o seu progresso triunfante rumo às novas gerações, permanecendo como a primeira opção para os iniciantes no mundo da arte.


- História da Arte, 17ª edição (Graça Proença).

Um panorama completo e didático de toda a arte ocidental. Um instrumento de trabalho completo e sério para o professor e o aluno de Arte e Educação Artística.

Da Pré-História ao Pós-Moderno, todos os períodos da História da Arte são desenvolvidos em linguagem clara e didática. Os grandes movimentos da produção artística, as tendências, os artistas, os materiais - tudo está presente nesta obra abrangente e bem sistematizada. A arte no Brasil recebe destaque especial. Mais de 350 reproduções em cores apóiam as explicações do texto. Um dos únicos livros de História da Arte destinados ao estudante brasileiro.


- Arte e Percepção Visual, 13ª edição (Rudolf Arnheim).

A nova versão do célebre trabalho de Rudolf Arnheim interessa sobretudo a estudantes e professores de Arte e Psicologia, mas se revela como leitura fundamental para todos os que se interessam pela disciplina de Psicologia da Arte.

Seu conteúdo instrumentaliza a experiência da apreciação artística a partir da inata capacidade humana de entender por meio do olhar e propõe-se a discutir algumas qualidades da visão, objetivando fortalecê-las e dirigi-las. O autor preocupa-se em delinear o papel da atividade artística como principal instrumento de exploração da personalidade humana, e ressalta que os princípios do pensamento psicológico nele expressos provêm da teoria da Gestalt enquanto disciplina (portanto amplificando seu entendimento para além das fronteiras de método), que desde suas origens teve afinidade com a arte.


- O Universo da Cor, 1ª edição (Israel Pedrosa).

Vivemos num mundo marcado pelo poder da imagem, pelos recursos visuais e sobretudo pela cor. Se antes o estudo da cor era preocupação de alguns artistas, hoje ele é necessário a profissionais de diversas áreas, do maquiador ao designer, do cabeleireiro colorista ao organizador de festas e eventos. Em diferentes níveis de complexidade, esses profissionais devem entender os fundamentos básicos da cor, desenvolver a capacidade de perceber suas interações, os efeitos das diferentes combinações, enfim, precisam lidar com a cor como ferramenta importante em seu cotidiano de trabalho.

No entanto, por diferentes motivos da linguagem ao preço das obras especializadas no tema, os conhecimentos nem sempre estão acessíveis a todos. A proposta deste livro surgiu do reconhecimento de tais dificuldades e do desejo de Israel Pedrosa, artista plástico e professor de compartilhar com um público mais amplo um saber até então restrito aos meios acadêmicos e artísticos. O Universo da Cor é o resultado desse desafio.


- Tudo Sobre Arte, 1ª edição (Richard Cork | Stephen Farthing).

Abrangente e informativo, Tudo sobre arte será seu guia pelas imagens mais importantes de todos os tempos - aquelas que encontramos ao visitar museus, folhear jornais e revistas ou olhar para a capa de um romance. Organizado cronologicamente e repleto de ícones que encantaram o mundo, este livro traça um panorama da evolução artística em seus mais importantes estilos e movimentos, apresentando as obras emblemáticas da pintura, da escultura, da arte conceitual e da performática, além de análises detalhadas que facilitam sua compreensão.


- 501 Grandes Artistas - Um Guia Abrangente Sobre os Gigantes das Artes (Stephen Farthing).

501 grandes artistas reúne os maiores expoentes da arte mundial, desde os mestres da Antiguidade clássica aos inovadores performers contemporâneos, abrangendo os mais diversos estilos e movimentos artísticos. Obra de referência indispensável para amantes da arte, estudantes e pesquisadores, este livro revela fatos interessantes sobre a vida dos artistas, bem como informações essenciais relativas às suas obras-primas e as influências que exerceram na época e nas sociedades em que viveram.

Organizado em ordem cronológica e ilustrado com mais de 600 reproduções de pinturas, fotos de esculturas e instalações, além de retratos dos próprios artistas, este livro traz análises de profissionais conceituados sobre as obras mais representativas de todos os estilos ? desde a pintura de paisagens chinesa do século I às mais avançadas manifestações da arte contemporânea, passando pelas artes bizantina, gótica, renascentista, pelo impressionismo, o surrealismo, o cubismo, a fotocolagem, a arte performática, a vídeo arte e as instalações multimídia. No intuito de ampliar a diversidade dos perfis biografados e contemplar também a produção artística brasileira, foram incluídos 25 artistas que se destacaram no cenário nacional, entre os quais Aleijadinho, Portinari, Arthur Bispo do Rosário e Beatriz Milhazes, além de Hélio Oiticica e Vik Muniz, que já constavam da edição original inglesa.


- O Grande Livro da Aquarela (Philip Hallawell).

Este livro encoraja tanto o iniciante nas artes como o artista plástico a experimentar novas técnicas e descobrir abordagens diferentes para temas difíceis.

As múltiplas técnicas mostram que não há só uma forma "certa" de pintar aquarela.

Pinturas de artistas de estilos variados ilustram as técnicas utilizadas.

Técnicas e temas para pintar a guache, tinta acrílica, aquarela e em técnica mista, com indicações dos pincéis mais adequados.


* * *

Qualquer dúvida sintam-se à vontade para perguntar que respondo na medida do possível...

Espero que tenham gostado das dicas. ;D

_________________

Na imagem: "Drawing Hands", 1948 by M. C. Escher.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Voltamos com nossa programação normal...


________________________

No vídeo: Beach Boys cantam "I Get Around".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fazer a Vida, Fazer Sentido

"Não tente me entender, só me abrace."

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ao Irmão

Em um comentário escrito por mim num blog, alguns anos atrás, revelei que minha infância e um pedaço de minha adolescência aconteceram ao lado de dois irmãos. Um por parte de pai, e outro por parte de mãe.

Havia dito que a Vida nos proporciona situações dessa natureza para ensaiarmos um olhar fraterno mais amplo a todo ser humano...

Falei sobre os atritos com meus irmãos e que estes ocorreram por outros motivos e não este deles serem, do ponto de vista sangüíneo, "meio-irmãos".

Concluí, falando que, esta expressão "meio-irmão", não fazia sentido para mim, porque o amor não é algo que possa existir pela metade...


* * *

Um desses meus irmãos, hoje, mora longe. Tornou-se um empresário muito bem sucedido, casado com uma promotora, e já me deu dois lindos sobrinhos. Tenho pouco contato com ele.

O outro irmão, com o qual convivo, é o mais velho. Uma pessoa que enfrenta, no presente momento, uma fase muito difícil. A nossa relação também está numa situação bastante delicada e atribuo isso, em grande parte, ao forte temperamento dele e a equívocos na forma como a nossa mãe nos educou (os caçulas acabam tendo sempre mais atenção...).

A luta por compreensão tem sido grande. A suscetibilidade dele faz com que me sinta como alguém que caminha por um campo minado. Não raro, a mágoa nubla o afeto e o reverso dessa moeda cobra inúmeras vezes o perdão, ainda que tardio, em favor de nossa própria paz interior.

Apesar dos pesares, é costume passarmos ótimos momentos juntos. Gostamos muito de brincar, de "tirar onda" com tudo, e temos sim, algumas visões de vida em comum. Eu procuro sempre dar o máximo de espaço possível, para que se descubra e liberte-se dos medos que traz consigo.

A ele, dedico esta música:




Eu o amo, mas ele não precisa saber disso - não assim, verbalmente. O que ele precisa é que eu faça acontecer, a existência desse amor, em nossas vidas, sempre...

__________________

No vídeo: The Hollies interpretam "He Ain't Heavy, He's My Brother", de Bobby Scott e Bob Russell.