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sábado, 28 de julho de 2012

Lua sempre Nua


Lindo demais o trabalho intitulado "Private Moon", realizado por Leonid Tishkov, que me fez sonhar e desejar uma Lua só pra mim, aqui, dentro de meu quarto...

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"Rangitoto volcano sleeps away
the moon amazed by its beauty fell on damp shining shore
and I am amazed by the beauty of the Universe
"

L. Tishkov

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sons da Madruga

Navegando no Youtube, acabei esbarrando nesta figuraça: Ewan Dobson! Esse carinha é um violonista canadense, premiado que manda muito bem no violão...


Bacana são os visuais bastante irreverentes com os quais se apresenta em alguns vídeos...

Nesta outra música é muito legal como ele passa a idéia exata do funcionamento desumano, monótono e alienante de uma linha de produção:


Procurem ver os outros trabalhos desse músico no Youtube. ;D

quarta-feira, 25 de julho de 2012

E ando sobre a terra e vivo sob o Sol



A simplicidade me cativa.  

Coisas simples costumam trazer grandes lições e pessoas simples geralmente exalam sabedoria e sinceridade... A simplicidade nas pessoas as torna agradáveis, e, não raro, predispõem as relações à formação de laços de amizade fortes e inquebrantáveis. 

Se pararmos para pensar um pouco, iremos ver que todo esse mundão aí fora se baseia em simplicidades: em minúsculas partículas que se compõem a partir de outras ainda mais simples, construindo bilhões e bilhões de organismos vivos e estrelas...  

A própria arte se baseia na simplicidade: na pintura a óleo, por exemplo, meros traços em fundo branco se unem até despertar em nós incríveis emoções... Na música, as notas, sete delas apenas, são cosidas em infinitas combinações melódicas... Na fotografia digital, os pixels fixam na recordação impressionantes momentos do nosso universo, da nossa existência...  

Somos simples por natureza e penso que a perda dessa percepção, no cotidiano, é umas das várias razões de nosso sofrimento.  

*    *    *

A música a seguir é simples, muito bonita e trouxe ao íntimo boas reflexões...



Ao ouvi-la, não consigo deixar de lembrar, dentre outras meditações que me ocorreram, aquele pensamento: "conhece-se a árvore por seus frutos". 

E que toda a árvore vem de uma singela semente...


sábado, 9 de junho de 2012

Profunda(mente)



"Eu mergulho até onde o único som que posso ouvir é o das batidas do meu coração."  

(Michele Rallo, mergulhador em apnéia)

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No vídeo: imagens de "BBC Wild Caribbean"; na música: Caribbean Blue, composed by Enya.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Indefinidamente


"Toda imagem, quando se transforma em um símbolo, possui a capacidade de apontar indefinidamente para além de si mesma."

                                                                        Johan Dagenaar


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Na imagem: Pomba da Paz (1949), de Pablo Picasso

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Take Five (Belgium 1964)

domingo, 13 de maio de 2012

Dicas Culturais 2.0

O fascínio que tenho por livros, devo a meu pai que herdou o mesmo fascínio de meu avô. Cresci num ambiente no qual a leitura é tão importante quanto respirar e trabalhar. 

Não me canso de ouvir meu pai dizer com muita satisfação que, no seu tempo de estudante universitário, ficou várias vezes sem almoçar a fim de destinar a maior parte do dinheiro, enviado de Fortaleza pelo meu avô, para a compra de livros em sebos no centro da cidade.

Na polícia, antes de se aposentar, tornou-se conhecido como o "delegado filósofo", sempre prendendo a atenção dos colegas com a erudição que demonstrava em assuntos relacionados à Política, à Literatura, à Filosofia e ao Espiritualismo...

Nunca vou esquecer quando, nas madrugadas, ele me colocava dentro do carro para irmos até uma livraria que havia no aeroporto. Impagável era sentar-me no chão da loja, perder a noção das horas, espalhar e folhear as obras cheias de informações e desenhos, sentindo aquele perfume maravilhoso de livro novo... Mas o melhor ficava para o final: "filho, quer levar alguma coisa?".  Eu contava, então, com uns três anos de idade. Repetiríamos esses momentos por mais alguns anos, felizmente.     

Minha mãe vive reclamando, até certo ponto bem humorada e resignada, porque se preocupa em saber onde vão caber os próximos livros que compraremos... Só aqui em casa, já  são aproximadamente dois mil exemplares... e chegando mais... Imaginem a trabalheira que dá arrumar e fazer a faxina em tudo isso...

Uma curiosidade pré-histórica (com o perdão do trocadilho): até hoje, tenho guardado o primeiro livro que comprei. Ele pode ser visto aqui: frente e verso.

Bom, vamos agora para mais algumas dicas de excelentes livros, desta vez, na área de biografias, aquisições recentes (as sinopses não são minhas):


- Minha Vida - Charles Chaplin

Charles Chaplin - o nome é mágico. Quem é o comediante de calças ensacadas e bigodinho preto que provocou risos e lágrimas em milhões de criaturas? Como pôde o rapazinho conquistar Hollywood com a sua inimitável mistura de drama e alegria? Quem se esconderá por trás do personagem universalmente amado que ele inventou e dos grandes filmes que fez?

Neste livro, Carlito narra a extraordinária história de seu trabalho, de sua arte, de seus amores, suas amizades, sua filosofia, seus julgamentos e suas decepções. É uma história extremamente humana que ele conta com maravilhosa vivacidade.

Carlito é reconhecidamente um dos raros gênios indiscutíveis do século XX. O olhar agudo da publicidade penetrou seus amores, seus casamentos e suas rusgas com a burocracia americana. Podemos acompanhá-lo em meio dos seus julgamentos etribulações, que terminam com sua partida da América para a Suíça, onde viveu com a famosa esposa Oona e seus oito filhos alternadamente alegre e séria, absorvente da primeira à ultima página, acima de tudo autêntico e brilhante reflexo de um grande ser humano, esta é, sem dúvida, uma das mais importantes autobiografias do nosso tempo.


- CHAPLIN: Uma biografia definitiva - David Robinson

O maior ícone da história do cinema, Charlie Chaplin, viveu uma das mais dramáticas jornadas da pobreza à fama. Sua vida foi marcada por contrastes extraordinários: a criança de um bairro pobre de Londres que se tornou multimilionário; o palhaço cinematográfico que era um perfeccionista compulsivo por trás das câmeras; o astro bajulado que caiu publicamente em desgraça após escândalos pessoais e políticos.

Esta biografia, definitiva e atraente, é a única a ter tido acesso irrestrito aos arquivos de Chaplin. A presente edição oferece um variado conjunto de fotos e a mais completa filmografia do gênio. Inclui também novo material revelador acerca dos casamentos de Chaplin, seu caso com a atriz Louise Brooks, a perseguição que ele sofreu do FBI durante a caça aos comunistas, revelando o papel da agência no caso de “prostituição” aberto contra ele, e a importância do filme de Richard Attenborough, Chaplin. “Não consigo imaginar como alguém poderia escrever um livro melhor sobre assunto tão complexo... comovente e divertido, assustadoramente completo e profundamente respeitoso.” Sunday Telegraph “Uma destas biografias viciantes que você começa vasculhando o sumário para achar os itens que lhe interessam... e quando a noite chega você está lendo o livro de cabo a rabo.” Financial Times “É um trabalho sólido, e reflete um talento maciço.” The New York Times Book Review.


- Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade - M. K.  Gandhi

Os editores apresentam pela primeira vez no Brasil em tradução direta do inglês, a obra de Mohandas K. Gandhi Autobiografia: Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade. Trata-se de mostrar ao público brasileiro uma parte importante - e das mais representativas - da extensa obra escrita desse notável pensador, político e educador indiano. Num momento em que questões relativas à ética, à liberdade, aos direitos humanos, e à exclusão social se tornam desafiadoras e, em muitos países, de solução inadiável, abordá-las é uma tarefa que interessa a todos os setores da sociedade.

Conceitos como a não-violência, por exemplo, são detalhadamente apresentados e fundamentados pelo autor. Ao lado da educação e dos trabalhos comunitários, ela surge como instrumento de primeiríssima necessidade para a definição de novos modos de interação humana. Por tudo isso a apresentação desta obra atende a uma necessidade básica, em especial se levarmos em conta que o colonialismo - para cuja abolição Gandhi tanto se empenhou - hoje ressurge sob novas formas e em escala planetária.

Como todo pensamento fundamental, o ideário gandhiano cresce em universalidade e atualidade à medida que os anos passam. Não seria adequado, portanto, procurar inseri-lo em uma determinada escola, contexto ou época. A saga gandhiana é um exemplo luminoso de como a resistência à opressão - que inclui a que impomos a nós mesmos - precisa começar pelo trabalho com o ego e estender-se à coletividade. Esse trabalho inclui uma fundamentação ética precisa e uma disciplina rigorosa, que precisa ser exercida no plano prático, isto é, na lida com as atividades do dia-a-dia, inclusive - e talvez principalmente - no âmbito da política.A vida de Gandhi é um eloqüente testemunho disso - e também uma pungente demonstração das dificuldades que um projeto desse porte implica. Sua história mostra como o sagrado está presente também no mundo natural e por isso mesmo entre nós - revela como ele faz parte do cotidiano e emerge da convivência pacífica entre pessoas.


- Memórias, Sonhos e Reflexões - C. G. Jung

Reunidas e editadas poucos anos antes da morte de Jung, por Aniela Jaffé, sua colaboradora, essas memórias se apresentam como uma auto-análise de um dos grandes pensadores da humanidade. Nelas, estão presentes fatos como a pesquisa do inconsciente como caminho do eu interior, a infância de um filho de pastor, as divergências da psiquiatria do princípio do século e as viagens à África.


- JUNG: uma biografia ( Vol. 1) - Deirdre Bair

A premiada biógrafa de Samuel Beckett, Simone de Beauvoir e Anaïs Nin disseca neste livro a vida, a obra e as controvérsias que marcam um dos nomes fundamentais da história da psicanálise. O livro é fruto de cerca de oito anos de pesquisa intensa, lidando com farta e por vezes inédita documentação. Com seu foco objetivo e equilibrado, consegue fugir tanto da bajulação "hagiográfica" quanto do rancor de tantos estudos do gênero, que não conseguem captar Jung para além das distorções movidas pela ingenuidade ou oportunismo.

Esta obra tem pleno direito de ser considerada uma das mais completas abordagens já feitas da vida longa, densa e atribulada de um dos gigantes da psicologia moderna, nome de proa dos primeiros tempos da psicanálise, antes da dramática ruptura com Sigmund Freud, em 1912 e 1913.   


- JUNG: uma biografia ( Vol. 2) - Deirdre Bair  

O próprio Carl Gustav Jung (1875-1961) advertia aos candidatos a biografá-lo - ele é um 'fenômeno um tanto complicado', que dificilmente seria compreendido por um único estudioso isoladamente. Sugeria um 'comitê' - nunca estabelecido - que somasse estudos biográficos parciais, oriundos de campos diversos como a medicina, a filosofia, a religião, a mitologia e a arte. Nessa mesma linha, o biólogo Adolf Portmann disse que a trajetória de Jung só seria inteligível pelo esforço conjunto de 'diversos trabalhos de vulcanologia'. Por aí se vê o tamanho da ousadia da jornalista e escritora norte-americana Deirdre Bair ao tomar o psicólogo suíço, em todas as 'erupções', como tema de seu 'Jung, uma biografia'.

Lançado originalmente em novembro de 2003, o livro é fruto de cerca de oito anos de pesquisa intensa, lidando com farta e por vezes inédita documentação. Com seu foco objetivo e equilibrado, consegue fugir tanto da bajulação 'hagiográfica' quanto do rancor de tantos estudos do gênero, que não conseguem captar Jung para além das distorções movidas pela ingenuidade ou oportunismo.


- Fernando Pessoa: uma quase autobiografia - José Paulo

Fernando Pessoa - Uma Quase Autobiografia' é uma obra sobre as muitas personas assumidas pelo poeta português. José Paulo Cavalcanti procurou revelar os heterônimos que habitaram o imaginário e a escrita de Fernando Pessoa, apresentando a produção e as origens de cada um deles. O autor buscou saber quem foi o homem Fernando Pessoa, como ele vivia, com quem se relacionava e quem foram as personas que ganharam vida com ele - segundo José Paulo, eram 127 no total. A obra apresenta frases e citações do poeta, mas também contém depoimentos de pessoas que conviveram com ele e contribuições do próprio autor. Ao longo de toda a obra, José Paulo Cavalcanti traduz e procura explicar cada expressão portuguesa usada, tanto na obra de Pessoa como em depoimentos ou outros registros. 


- Minha Terra e Meu Povo - Dalai Lama

Escritas pelo jovem Dalai-Lama no exílio, essas memórias recriam a milagrosa trajetória que se inicia com seu nascimento e os primeiros anos de vida, prossegue com a busca e a emocionante descoberta daquele que é a reencarnação do Dalai-Lama, e termina com a fuga para o exílio, depois de terrível perseguição. Narrada com a simplicidade característica deste grande líder, o livro transporta o leitor para o Tibet, apresentando seus costumes, a mentalidade de um povo profundamente espiritualizado em sua fé budista e, acima de tudo, revela a evolução de um homem extraordinário que luta pela libertação de seu povo, tocando a todos com a sua bondade.

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Por enquanto é só pessoal... Em breve postaremos mais dicas culturais. Para acessar o post contendo as dicas anteriores clique aqui.

sábado, 21 de abril de 2012

Fora de Mim

Desapareço,
Fujo dos atropelos,
Da correria enferrujada,
Na competição dos ponteiros,
Tempo de horas atrasadas,
Apressadas,
Desmarcadas,
Pelo relógio vermelho,
Desbotado, pulsante,
Sôfregos batimentos,
Surdos-mudos,
Insopitáveis,
Desregulados,
Num "tic-tac" malsão,
Em sístole constante,
Estrangulando pensamentos,
Sentimentos,
Que sustentam e lamentam,
Emoções suspensas,
Tensas, incompletas,
Nas garras da ambição,
Brincando de vaivém,
Com o gélido pálido,
Pêndulo vil metálico,
De mecânica indiferente
Absurdo incessante,
Insatisfeito,
Sempre inquietante,
A empurrar sem compaixão,
O andamento dos corpos,
Nos abismos niilistas,
Afogando os consumistas,
Em oceanos de sensações,
É a rotina trombando corpos,
Na desconstrução dos passos,
Descompassos,
Arritimias cardíacas,
Sem laços,
Afastados,
Isolados,
Desconexos,
Vícios solitários,
Por entre tantos rastros apagados,
Rostos riscados com pó,
Desfeitos em suor, cansaço,
Fardos carregados na depressão.

domingo, 15 de abril de 2012

Conexões Inseparáveis (3)


A seguir, um link com a entrevista do físico teórico e ecologista Fritjof Capra, autor de vários livros, dentre eles  "O Tao da Física" e "O Ponto de Mutação".

Defensor do pensamento sistêmico, o saber de Fritjof  se apoia na compreeensão de que o universo a nossa volta deve ser tratado por meio de uma visão  não linear (em contraposição ao modelo linear, "reducionista-mecanicista").

Segundo ele, e outros estudiosos, o mundo ao derredor estrutura-se através de um emaranhado de sistemas complexos, interconectados, estendidos do micro até o macrocosmo.

Assistir

Conexões Inseparáveis (2)



The earth does not belong to man.

Man belongs to the earth.

All things are connected like the blood that unites one family.
Man did not weave the web of life.

He is merely a strand in it.
Whatever he does to the web he does to himself.

(Native American Wisdom)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Trilhando o Amarelo



VIII

A bondade sublime é como a água*
A água, na sua bondade, beneficia os dez mil seres sem preferência
Permanece nos lugares desprezados pelos outros
Por isso, assemelha-se ao Caminho

Viva com bondade na terra
Pense com bondade, como um lago
Conviva com bondade, como irmãos
Fale com a bondade de quem tem palavra
Governe com a bondade de quem tem ordem
Realize com a bondade de quem é capaz
Aja com bondade todo tempo

Não dispute, assim não haverá rivalidade


*SUE: água. No I Ching, é o primeiro elemento da natureza, representa o princípio. Na alquimia taoísta corresponde ao Sopro Primordial. 
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Texto extraído do Tao Te Ching, de Lao Tsé; tradução e notas de Wu Jyh Cherng. Editora Mauad, 6ª ed. 

domingo, 8 de abril de 2012

Jet Lag Doméstico


Na certa, esse daí ficou assim depois que voltou de uma longa viagem, da geladeira até o quarto...

En passant: dou sorte por não ter como companheira uma patroa dessas, porque meus "jet lags" estão cada vez mais freqüentes e difíceis de se lidar.

Nesses anos todos de relógio biológico desajustado, já nem sei quantas horas de sono perdi e nunca mais vou recuperar...


terça-feira, 20 de março de 2012

Lições de Morfeu

Quatorze horas, mais ou menos, em um lugar no meio do nada.

Céu azul, sem nuvens... Muita areia pelo chão. Areia branca, "batida". Terreno sem inclinação, homogêneo, a perder de vista... Um deserto.

Dois arranha-céus imensos de aço e vidro foram erguidos nessa paisagem. Estão inacabados. Eles projetam sombras agradáveis, embora o Sol não aparecesse.

Betoneiras, guindastes, montes de vigas e britas, ferramentas e sacos de cimento se revelam espalhados de forma organizada, por um vasto canteiro de obras.

Não existe sinal de qualquer engenheiro ou peão nas redondezas... Uma sensação de abandono paira no ar... Quase posso dizer que tudo neste local esperava por mim, sem pressa...

*    *    *

Mais tarde, compreendi que atendia a um apelo de mim mesmo para terminar o que comecei. No sonho, era como se alguém me dissesse: "Ei! Venha até aqui e olhe para isso... Vai ficar assim mesmo? Incompleto?". 

Fiscalizava e avaliava o andamento de minhas próprias realizações internas cujas conseqüências nunca poderei evitar...  

Empatia

domingo, 18 de março de 2012

Tudo Verde no Olhar

sábado, 10 de março de 2012

Conexões Inseparáveis

"(...) Como esquecer o lar à matroca e exigir uma escola perfeita? Como crer seja isso cabível, se a escola é um desdobramento do santuário doméstico, se a professora continua o precioso trabalho materno e se o professor prossegue na obra benemérita do coração paternal?"

sábado, 3 de março de 2012

God Put A Smile Upon Your Face


Música do álbum A Rush of Blood to The Head (na minha opinião, este disco é o melhor trabalho da banda).

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Flutuante

"De tanto lidar com sonhos, eu mesmo me converti num sonho. O sonho de mim mesmo."

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Blá Blá Blá

Sempre que assisto ao vídeo abaixo, a leitura que faço é aquela a respeito do bombardeio de reclames que sofremos, diariamente, das agências de publicidade.

Vorazes, elas nos empurram com violência o supérfluo, disputando entre si - quase sem limites - a primazia no pódio dos interesses da coletividade. Buscam alienar, sem tréguas, os indivíduos que são apanhados pelos ensurdecedores fogos cruzados nos campos de batalha mídiáticos.

Suas propagandas ficam, insistentemente, batendo pregos em nossas cabeças, serrando e perfurando as nossas vontades até a nossa completa submissão! Até nos curvarmos ao consumismo, às falsas necessidades, sob pena de - caso rejeitemos as informações - virarmos um exército de recalcados, porquanto os desejos não satisfeitos transformam o homem em criaturas atoleimadas que somatizam, mais tarde, transtornos psíquicos de variada espécie, sob a forma de ansiedades, insônias e múltiplos achaques, lotando consultórios psicanalíticos e clínicas psiquiátricas...

Sofremos uma verdadeira perseguição tenaz: uma obsessão, na maior parte das vezes, subliminar, sutil, a qual raramente nos damos conta, por causa de nossas invejas, vaidades e ambições que atuam em nós como portas escancaradas a toda espécie de lixo comercial .


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nossa Grande Recife

Compartilho com os navegantes que por aqui aportam um link, contendo algumas fotos muito bonitas da parte "bem cuidada" de minha terrinha...

Não sou bairrista... Não coaduno com esse tipo de atitude e aprendi também a me despir de quaisquer preconceitos regionais. Divulgo essas imagens, não por ufanismo citadino, mas sim, porque gostaria de ter mais perto de mim todos vocês que visitam este blog...

Nestas plagas sob as bençãos do Cruzeiro do Sul, onde eu pisar será um lugar apenas, da nascente do rio Ailã, no Monte Caburaí, situado em Roraima, ao Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul; da Ponta do Seixas, na Paraíba até a nascente do rio Moa, no Acre...

Por isso, Recife é minha, Recife é nossa!

Vejam as fotografias, na companhia do jazz de Chet Baker, interpretando My Funny Valentine (composição de Richard Rodgers e Lorenz Hart):





Boa viagem!